Polícia Civil inicia segunda fase da Operação Ouro Reverso e bloqueia R 34 milhões em SP

A operação visa desmantelar uma rede criminosa que atua na receptação de joias roubadas, com foco em identificar novos envolvidos e bloquear ativos financeiros.

24/08/2026 07:30

2 min

Operação
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Na manhã desta segunda – feira (24), policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) deram início à segunda fase da Operação Ouro Reverso, que investiga uma rede criminosa envolvida em roubos, receptação e comércio de metais preciosos, com foco em alianças e outras joias de ouro.

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As equipes estão cumprindo quatro mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão em diversos bairros da capital paulista e em Guarulhos, na Grande São Paulo. Além disso, foram determinados bloqueios de R 34 milhões relacionados aos investigados.

Um dos principais alvos da operação é uma área conhecida como “Círculo de Fogo”, situada na região central de São Paulo. De acordo com as investigações, empresas localizadas nesse espaço seriam responsáveis por adquirir joias oriundas de roubos e furtos, derretendo posteriormente o ouro para dificultar a identificação da origem dos objetos.

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A ação é coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas (3ª DIG) do DEIC e conta com a colaboração de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, além de avaliadores da Caixa Econômica Federal.

Primeira fase da operação

A primeira etapa da Operação Ouro Reverso ocorreu em maio de 2025, resultando na prisão de Rony Gonçalves, um dos principais negociadores de objetos de ouro roubados. Segundo as investigações, Gonçalves fazia parte de um esquema liderado por Suedna Barbosa Carneiro, apelidada de “Mainha do Ouro”, que oferecia suporte a quadrilhas criminosas envolvidas nos furtos.

Nesta nova fase, a Polícia Civil tem como objetivo identificar e responsabilizar outros membros dessa estrutura criminosa, incluindo aqueles envolvidos na receptação, comercialização e processamento do ouro obtido ilegalmente. A investigação revela que o derretimento das joias era uma das estratégias utilizadas pelo grupo para descaracterizar os objetos roubados, dificultando o rastreamento do metal precioso.

Análise dos materiais apreendidos

Os materiais confiscados durante esta operação passarão por análise pela Polícia Civil. Este procedimento permitirá um aprofundamento nas investigações sobre a participação das empresas envolvidas e demais indivíduos ligados ao esquema criminoso.

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A continuidade das apurações pode revelar mais detalhes sobre a complexidade desta rede que atua no comércio ilegal de metais preciosos em São Paulo. As ações da polícia têm como intuito desmantelar essa estrutura e coibir atividades ilícitas que afetam não apenas o patrimônio das vítimas, mas também a segurança pública.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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