Guilherme Boulos critica casas de apostas on-line e pede proibição no Brasil
Guilherme Boulos critica casas de apostas on-line e defende sua proibição no Brasil, alertando sobre os danos à renda familiar. Descubra mais!
Ministro Guilherme Boulos se opõe a casas de apostas on-line
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, manifestou sua contrariedade em relação às casas de apostas on-line, conhecidas como bets. Durante uma declaração no programa “Bom Dia, Ministro” na terça-feira (12), Boulos defendeu a proibição dos cassinos virtuais, argumentando que eles afetam negativamente a renda das famílias. “Minha posição é que deveríamos proibir as bets no Brasil.
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O Lula tentou regulamentar isso no Congresso, mas a solução não foi eficaz. Muitas bets estão operando”, afirmou o ministro.
Boulos também abordou a questão da arrecadação e seu impacto econômico sobre a população. “As bets conseguiram exercer pressão no Congresso para evitar a taxação. Elas pagam apenas 12% de imposto, que é metade do imposto de renda que um trabalhador comum paga.
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Isso é um escândalo. Estão corroendo a família brasileira e o orçamento familiar, transformando o tempo do trabalhador em tempo de vício. Essa farra das bets precisa acabar”, declarou.
Regulamentação e novas propostas
A luta contra as bets faz parte da pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a reeleição. Na última quinta-feira (7), o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), apresentou um projeto de lei visando proibir os cassinos on-line no Brasil.
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A proposta proíbe a exploração, a oferta e a publicidade de jogos de azar, revogando partes da lei sancionada pelo governo Lula em dezembro de 2023, que regulamentava as apostas esportivas on-line.
O argumento central é que, em modalidades como o “jogo do tigrinho”, o resultado é gerado por um algoritmo interno da plataforma. Em uma entrevista à CNN no dia anterior, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), mencionou que o governo ainda está avaliando a situação.
Em resposta às preocupações sobre o impacto das bets na população, o governo incluiu no Desenrola Brasil 2.0 a determinação de que usuários do benefício ficarão bloqueados das plataformas de apostas on-line por um ano.
A nova versão do programa de renegociação de dívidas, lançada pelo Ministério da Fazenda no início deste mês, visa combater o alto endividamento das famílias, que, segundo a avaliação do Planalto, é exacerbado pelas apostas. “As apostas contribuíram para o aumento do endividamento recente.
A proibição do uso dessas plataformas ajudará a evitar que as pessoas se endividem novamente, comprometendo sua renda com apostas e, em casos extremos, recorrendo a operações de crédito para apostar”, afirmou Rogério Ceron, secretário-executivo da Fazenda, à CNN.