Grupo Fit Fraude Fiscal de R$ 350 Milhões Mensais Revelada em São Paulo
O governo do estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025, a descoberta de uma fraude fiscal sistemática perpetrada pelo Grupo Fit, antigo Refit, liderado pelo empresário Ricardo Magro. A operação, denominada “Poço de Lobato”, aponta para um esquema que desviou cerca de R$ 350 milhões por mês, um valor equivalente à construção de um hospital público de médio porte, como os existentes em cidades como Franca, Cruzeiro e Itapetininga.
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Segundo o governador Tarcísio de Freitas, a dívida ativa do grupo alcança R$ 9,6 bilhões, representando um impacto significativo para o estado. A fraude envolveu a utilização de empresas interpostas e a simulação de vendas interestaduais de combustíveis, mesmo com a aplicação de regimes especiais de recolhimento, o grupo conseguiu contornar as obrigações fiscais.
Detalhes da Investigação e Impacto Financeiro
A operação “Poço de Lobato” é uma ação conjunta do Conselho Investigativo de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP) e envolve mais de 600 agentes públicos. A Receita Federal já identificou 17 fundos ligados ao grupo, com um patrimônio líquido somando R$ 8 bilhões, muitos deles com apenas um cotista e estruturas complexas para dificultar o rastreamento dos recursos.
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A investigação também revelou a importação ilegal de combustíveis, com indícios de declaração falsa de conteúdo e o uso de aditivos químicos não autorizados.
Medidas Legais e Ações Judiciais
Em resposta à fraude, a Procuradoria Geral do Estado adotou medidas legais para bloquear R$ 8,9 bilhões dos investigados, além de decisões judiciais que tornaram indisponíveis mais R$ 1,2 bilhão. A operação resultou na interdição da refinaria de Manguinhos e na apreensão de navios carregados com 180 milhões de litros de combustível.
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O caso demonstra a sofisticação do esquema e seu impacto bilionário no mercado de combustíveis brasileiro.
