Greve na UnDF cresce, e docentes denunciam autoritarismo da reitoria

Docentes da UnDF entram em greve após transferência de cursos para Ceilândia e denunciam decisões arbitrárias e falta de diálogo da reitoria.

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Foto: Reprodução
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Greve na UnDF revela descontentamento e denúncias de autoritarismo

A mobilização da comunidade acadêmica da Universidade do Distrito Federal (UnDF) se intensificou a partir de 20 de março, após a transferência abrupta de cursos da unidade Lago Norte para um novo campus em Ceilândia, sem consulta prévia aos docentes.

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A mudança gerou dificuldades de acesso e reacendeu críticas à gestão, que tem sido acusada de precarização da carreira e falta de diálogo. A greve, liderada por diversos sindicatos, busca garantir melhores condições de trabalho e o respeito à autonomia universitária.

Solidariedade e críticas à reitoria

A mobilização docente tem recebido apoio de importantes entidades, como o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica de Brasília (Sinasefe-DF), a Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) e o Sindicato dos Docentes das Universidades Estaduais do Ceará (Sinduece).

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O SindUnDF criticou a condução da situação, destacando a presença policial e o impacto na atmosfera do campus, contrariando a promessa de diálogo da reitoria. A ADUnB e o Sinduece também expressaram preocupações com a falta de diálogo e decisões autoritárias desde a criação da UnDF em 2021.

Reivindicações e a luta por valorização

A pauta de reivindicações dos professores inclui um reajuste de 10% no salário-base, a implementação do regime de Dedicação Exclusiva, a valorização das gratificações por titulação e a redução do tempo para progressão de carreira. O Sinasefe-DF ressaltou a situação crítica da carreira do magistério superior no Distrito Federal, considerando-a uma das mais defasadas do país.

A ADUnB apontou que os problemas da UnDF refletem decisões autoritárias desde sua criação, enquanto o Sinduece enfatizou a necessidade de democratizar a gestão e garantir a participação dos docentes nos espaços de decisão.

Autoritarismo e a defesa da autonomia universitária

A greve docente se configura como uma resposta à repressão e à restrição ao acesso a espaços institucionais, que podem caracterizar práticas antissindicais. A mobilização busca fortalecer a autonomia universitária e combater o autoritarismo na gestão da UnDF.

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O Sinasefe-DF ressalta que a mobilização é o único caminho contra a precarização, e que a luta por valorização é, na verdade, uma luta pela sobrevivência da universidade. A situação expõe falhas na estrutura institucional da UnDF, que carece de eleições para a administração superior e apresenta graves falhas na democratização da gestão.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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