Greve da CPTM suspende rodízio municipal de veículos em SP nesta quarta-feira

A suspensão do rodízio em SP visa minimizar os impactos da greve da CPTM, que continua a afetar o transporte público e serviços de saúde na cidade.

Frota de carros em SP

A Prefeitura de São Paulo anunciou a suspensão do Rodízio Municipal de Veículos para automóveis nesta quarta – feira, 5 de outubro, devido à greve dos trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Essa medida estará em vigor das 7h às 10h e das 17h às 20h, afetando os veículos com finais de placas 5 e 6.

Apesar da suspensão do rodízio para carros, outras restrições seguem válidas na cidade. Continuam em vigor as regras do Rodízio de veículos pesados (caminhões), da Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e da Zona de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF.

Além disso, as faixas exclusivas para ônibus não serão liberadas durante o período.

Impactos na saúde e transporte público

Com a greve em andamento, a Prefeitura informou que consultas e exames programados para pacientes afetados pela paralisação da CPTM serão reagendados. As unidades de saúde entrarão em contato diretamente com os usuários, evitando assim a necessidade de comparecimento nas unidades para resolver essa questão.

A greve dos ferroviários começou à meia – noite desta terça – feira, 4 de outubro. O Sindicato dos Ferroviários decidiu manter a paralisação após uma assembleia geral, alegando que o Governo do Estado não apresentou garantias concretas sobre a manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM.

Por conta dessa insegurança, os sindicalistas optaram por continuar com a greve.

Próximos passos da greve

Outra assembleia geral está agendada para esta quarta – feira às 17h, onde os trabalhadores irão discutir os próximos passos do movimento grevista. Durante a tarde da terça – feira, a CPTM iniciou operação parcial na Linha 13 – Jade entre as estações Aeroporto – Guarulhos e Engenheiro Goulart.

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Contudo, as Linhas 11 – Coral e 12 – Safira mantiveram circulação parcial desde o início do dia.

No horário de pico matutino, apenas 67% do efetivo operacional estava ativo, abaixo do percentual exigido pelo Tribunal Regional do Trabalho, que estipulou que deveria haver uma operação mínima de 80% nos horários mais movimentados e 60% nos demais períodos.

Caso a determinação não seja cumprida, o sindicato poderá enfrentar multas diárias no valor de R 400 mil.

Os ferroviários afirmaram que estão dispostos a encerrar a greve assim que o governo formalizar um compromisso com a manutenção dos empregos de todos os trabalhadores envolvidos na CPTM.