Governo Lula avalia proposta de ajuste no Simples Nacional apresentada por relator

A análise do governo Lula sobre o ajuste no Simples Nacional enfrenta resistência devido à falta de espaço fiscal no Orçamento de 2027.

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Prédios da Esplanadas dos Ministérios | Foto: Reprodução
Prédios da Esplanadas dos Ministérios | Foto: Reprodução

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está avaliando a possibilidade de incluir um reajuste para o limite de faturamento do Simples Nacional no projeto de lei complementar que também eleva o teto do MEI (Microempreendedor Individual).

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A informação foi confirmada por fontes da CNN Brasil. Na semana passada, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira (PSB), recebeu em sua pasta o deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC), relator do PLP, onde discutiram a proposta de ajuste.

Goetten trouxe ao ministro uma sugestão para incluir o reajuste do Simples Nacional e medidas que visam compensar os custos fiscais. Entre as estratégias está um conjunto de ações para combater a inadimplência nesse regime tributário e, assim, fortalecer as finanças públicas.

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Análise da proposta pelo governo

De acordo com informações internas do governo Lula, a proposta ainda está sendo analisada. A primeira avaliação indica que, apesar da importância da iniciativa, não há espaço no Orçamento de 2027 para acomodar o reajuste do Simples Nacional.

A expectativa é que elevar o teto do MEI custe aproximadamente R$ 8 bilhões, enquanto o custo fiscal de ajustar o Simples poderia chegar a R$ 50 bilhões.

Com isso, seriam necessárias medidas que aumentassem consideravelmente as receitas governamentais, mas até o momento não há cálculos concretos disponíveis. O deputado Goetten argumenta que o teto máximo do Simples Nacional deve ser elevado de R$ 4,8 milhões para R$ 8 milhões.

Ele acredita que essa mudança compensaria a atualização parcial feita em 2012 e a falta de reajustes desde 2016.

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No entanto, durante a tramitação do PLP que Goetten relatou, a administração federal se posicionou contra a proposta devido aos altos custos fiscais envolvidos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já afirmou publicamente que não existe espaço fiscal disponível para essa medida.

Além disso, lideranças do governo e membros do PT na Câmara também manifestaram oposição à ideia e, por conta disso, o texto não avançou.

Ajustes no MEI

O projeto enviado pelo governo ao Congresso Nacional propõe um reajuste progressivo para o MEI. O limite de faturamento passará de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e alcançará R$ 140 mil em 2028. Outra novidade é que os microempreendedores poderão contratar até dois empregados.

Os ministérios da Fazenda e do Empreendedorismo estimam que o custo dessa medida será em torno de R$ 1,57 bilhão em 2027; R$ 3,15 bilhões em 2028; e R$ 3,38 bilhões em 2029. Atualmente, segundo dados da Receita Federal, existem mais de 16 milhões de microempreendedores individuais registrados no Brasil e cerca de 7 milhões de empresas optantes pelo Simples Nacional.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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