Governo Lula apresenta “Mapa do Caminho” aos EUA para discutir medidas contra taxação de 25%

O governo Lula busca alternativas para evitar a taxação de 25% dos EUA, propondo medidas que atendam às preocupações americanas sem comprometer o uso do Pix.

Fachada do Palácio do Planalto em Brasília

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou, na quinta – feira (2), um “Mapa do Caminho” em reunião com os Estados Unidos. O objetivo é discutir medidas que o Brasil pode implementar para enfrentar as investigações da chamada “seção 301”, que ameaça taxar o país em 25%.

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Durante a apresentação, o Brasil delineou ações para atender às preocupações norte – americanas sobre temas que vão desde corrupção até controle de desmatamento.

No entanto, o governo brasileiro deixou claro que a utilização do Pix é inegociável e, por isso, essa ferramenta foi excluída do documento apresentado. A gestão federal afirmou que seguirá com o “roadmap”, mas somente se os Estados Unidos aceitarem as condições propostas.

O principal representante do Brasil na reunião foi o ministro do MDIC (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias, enquanto Jamieson Greer, chefe do USTR (escritório do representante comercial dos EUA), também participou das discussões.

Medidas apresentadas e contexto das negociações

Algumas das medidas discutidas pelo Brasil são textos que estão em tramitação no Congresso Nacional ou ainda são propostas infralegais elaboradas dentro do Palácio do Planalto, conforme apurou a CNN. Esta foi a quarta vez que Márcio Elias se reuniu com Jamieson Greer.

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Anteriormente, as conversas tinham como foco questões tarifárias.

O Brasil sugeriu aos norte – americanos a possibilidade de reduzir taxas para cerca de 300 linhas tarifárias. Contudo, segundo as diretrizes da OMC (Organização Mundial do Comércio), não é permitido ao Brasil baixar tarifas apenas para um único país.

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Assim, a estratégia encontrada foi oferecer reduções de taxas para diversos países em setores nos quais os EUA teriam mais competitividade sem prejudicar a indústria nacional.

Entre os setores mencionados estão máquinas e equipamentos não fabricados no Brasil, especialmente aqueles voltados para a saúde. Essa abordagem visa atender à crescente demanda do SUS (Sistema Único de Saúde). Apesar disso, as discussões sobre tarifas continuam e as equipes técnicas devem se reunir no início da próxima semana.

Próximos passos nas negociações

Um novo encontro entre Márcio Elias e Jamieson Greer está previsto até o dia 15 de julho. Nesta data, os Estados Unidos devem responder à recomendação de tarifas apresentadas pelo Brasil. A expectativa é alta em relação aos desdobramentos dessa negociação e suas implicações nas relações comerciais entre os dois países.