Governo Americano impõe sanções contra PCC e CV

O governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções financeiras direcionadas contra integrantes de empresas supostamente ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O movimento ocorre em um contexto onde essa facção, juntamente com o Comando Vermelho (CV), passou por enquadramento que gerou forte análise sobre as intenções geopolíticas do país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em entrevista concedida à Rádio Brasil de Fato no programa Conexão BdF, Gustavo Menon — analista internacional e docente na Universidade de São Paulo (Prolam – USP) —, avaliou a medida como uma tentativa americana de expandir sua influência unilateralmente pela América Latina.
Para ele, trata – se mais do potencializar políticas intervencionistas contra os países vizinhos ao continente brasileiro.
A sanção vista sob ótica imperial
Menon argumenta que o anúncio das restrições financeiras representa um pretexto dos EUA para promover essa política unilatéral em toda região latino – americana. O especialista alerta sobre medidas consideradas ingerências nos assuntos internos brasileiros ou daqueles demais estados da área continental.
“Estamos observando não só outra iniciativa de interferência,” afirma Menon; “mas sim avançar paulatinamente de um tipo de imperialismo estadunidense.” Segundo ele, esse avanço tem se mostrado muito próximo à agenda do trumpismo na correlação global dessas forças sulamericanas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Alinhamentos políticos e a defesa soberana
O analista aponta que há uma convergência entre os governos regionais com essa pauta política almejada por Washington. Ele citou exemplos como o argentino Javier Milei, Daniel Noboa no Equador ou até mesmo Abellardo de la Espriella da Colômbia em comparação ao histórico trumpsimmo dos EUA para compreender América Latina e Caribe sob sua esfera histórica de influência.
Menon critica ainda as ações recentes do secretário de Estado americano Marco Rubio, descrevendo seu comportamento na região como se fosse um “xerife hemisférico”, pois desacredita instituições latino – americanas soberanas.”
Leia também
“É fundamental combater essas facções criminosas,” ressalta Menon; “mas sem jamais abrir mão tanto da nossa plena soberania quanto da atuação integrada entre os próprios países sulamericanos.” Ele elogiou a postura brasileira nesse sentido.
O combate ao crime organizado no Brasil
Em contraste com o cenário descrito por ele em relação aos EUA e seus aliados regionais, Gustavo Menon defendeu que Lula adotou uma posição firme para enfrentar as violências sociais do país.
Segundo análise feita na entrevista de Conexão BdF, defender é um ato taxativo: lutar contra essa desigualdade multifacetada através das ações inteligentes estatais. O foco deve ser como desmantelar financeiramente essas organizações criminosas.”
“A revisão da política de defesa realizada pelos Estados Unidos entre 2025 e 2026 apenas serviu para intensificar esse cerco político a todos os países latino – americanos,” concluiu o especialista sobre tema geopolítico externo; “O episódio envolvendo facções reflete justamente esta tentativa externa que busca impedir governos progressistas desse alinhamento automático.”
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



