Governo Federal anuncia medidas para combustíveis, mas especialista critica falta de planejamento

Governo Federal anuncia medidas para reduzir preços dos combustíveis, mas especialista critica falta de planejamento e alerta para incertezas futuras.

26/04/2026 16:36

2 min

Governo Federal anuncia medidas para combustíveis, mas especialista critica falta de planejamento
(Imagem de reprodução da internet).

Medidas do Governo Federal para Combustíveis

As ações anunciadas pelo governo federal com o objetivo de reduzir os preços dos combustíveis podem oferecer alívio temporário diante da crise do petróleo. No entanto, segundo o professor Edmar de Almeida, do Instituto de Energia da PUC-Rio, essas medidas estão sendo implementadas de forma apressada e sem o devido planejamento.

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Em entrevista à CNN, o especialista ressaltou que as iniciativas visam apenas a diminuição dos custos da cadeia, sem garantir que os preços permanecerão estáveis. “Essas medidas podem ajudar a mitigar o impacto da crise, mas não asseguram um congelamento de preços”, afirmou Almeida.

Falta de Planejamento e Inconsistências

O professor criticou a maneira como as políticas estão sendo colocadas em prática, apontando falhas nas abordagens adotadas. Ele destacou que o governo inicialmente lançou uma política voltada para o diesel, criando um imposto sobre a exportação de petróleo para financiá-la, utilizando o aumento da arrecadação como fonte de recursos. “Por que, então, quando lançaram o programa do diesel, esse aumento da arrecadação não foi usado para financiar essa política, tendo que ser criado um novo imposto sobre as exportações?”, questionou Almeida, evidenciando a falta de um planejamento integrado para as políticas de combustíveis.

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Além disso, o especialista notou que a redução de impostos sobre o GNV (Gás Natural Veicular) não foi incluída nas medidas, apesar de sua relevância em mercados como o do Rio de Janeiro, onde é amplamente utilizado por taxistas e frotistas. Para Almeida, é essencial desenvolver políticas que ajudem a conter o aumento do preço do petróleo, mas isso deve ser feito com um planejamento cuidadoso para evitar distorções fiscais e no mercado de combustíveis.

Preocupação com o Longo Prazo

Almeida expressou sua preocupação em relação ao futuro, já que todas as medidas têm um prazo definido para término, enquanto a guerra que impacta os preços do petróleo não possui um fim claro. “Não sabemos se a guerra vai acabar rapidamente ou se vai se prolongar.

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E o que acontecerá depois?”, indagou. O professor também alertou que o governo pode estar agindo de maneira precipitada ao intervir no mercado com o petróleo a cerca de US$100, lembrando que entre 2010 e 2014 esse era um patamar normal, que, em valores atualizados, corresponderia a aproximadamente US$140. “Se estamos entrando em pânico com um preço a US$100, talvez fiquemos sem opções para intervir no mercado quando os preços estiverem ainda mais altos”, concluiu.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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