Governo eleva imposto em híbridos importados para 35%
Governo aumenta imposto em híbridos importados para 35%, impactando mercado automotivo nacional com risco crescente de carros chineses no Brasil.
O imposto de híbridos importados atingiu a alíquota máxima de 35% nesta quarta – feira. A mudança encerra o escalonamento gradual estabelecido pelo Programa Mover e unifica a tributação alfandegária para todos os veículos eletrificados que chegam ao Brasil.
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Com esta medida, acaba um longo período em que modelos elétricos e híbridos desfrutavam de taxas reduzidas no Imposto de Importação desde 2016. O aumento representa uma consolidação do teto máximo da cobrança na área automotiva nacional.
O fim dos incentivos: como chegou aos 35%
A transição fiscal ocorreu por quatro etapas progressivas visando dar previsibilidade o setor automobilístico brasileiro. No início deste formato atualizado, os veículos eram taxados com alíquotas menores; há pouco tempo pagamentos para carros plug – in era feito em 12% e modelos elétricos puros custavam apenas .
Desde julho de 2024, as taxas já haviam subido significativamente no mercado. Naquele período específico, híbridos convencionais saltaram para a marca dos 25%, enquanto plugs ins receberam uma taxa maior que loselétricos puros (3 – 18%). O aumento continuou até o ano seguinte.
A volta da cobrança total deste imposto encerrou também longa disputa comercial.
A associação Anfavea, representante das montadoras no Brasil, pressionava por essa mudança imediata para conter a crescente entrada de veículos importados chineses em solo nacional Segundo as alegações apresentadas à época pelo setor automotivo local, os riscos seriam severos devido ao volume recorde de carros que desembarcaram nos portos brasileiros; essas unidades foram majoritariamente provenientes do bloco chinês (responsáveis pelos 82% dos embarques Por conta disso, foi solicitado o estabelecimento urgente de uma cota linear limitada aos automóveis anuais Oposição da Abeifa e decisão governamental Por outro lado dessa disputa tarifária estava a associação das empresas importadoras, chamada ABEIFA.
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Essa entidade manifestou forte resistência contra qualquer viés considerado um fechamento de fronteiras para os veículosA defesa apresentada pela setorista argumenta que justamente a abertura do mercado ocorrida na década de 1990 é quem gerou tanto o atual parque industrial brasileiro quanto sua competitividade no cenário global.
Apesar dessas pressões por antecipação imediata dos, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços manteve seu cronograma progressivo original em vigor
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Impactos da nova alíquota nas montagens nacionais
O cronograma progressivo previa um salto adicional nas alíquotas: os valores subirão ainda mais nos próximos meses do calendário fiscal e atingirão agora exatamente o teto estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Dispute entre setores sobre fechamento de fronteiras
Embora as marcas chinesas tenham repetido uma estratégia antes deste aumento — importando carros para criar estoques suficientes —, os especialistas apontam que a tributação terá um efeito mais forte sobre aquelas empresas estrangeiras ainda não estabelecidas na produção nacional brasileira.
Grandes fabricantes como BYD, GWM, Geely, Leapmotor, MG e gAC evitarão pagar este imposto ao optarem pela manufatura local. A própria GWM já possui linhas de montar em solo brasileiro; enquanto outras quatro grandes companhias farão isso por meio de parcerias estratégicas com parceiros locais no país.
A situação da marca francesa é similar: ela investiu junto à Renault do Brasil para criar uma joint venture onde montará o EX 2 e o a partir deste ano fiscal.
gac, buscando fortalecer sua presença na região, fechou um acordo específico que permitirá produzir carros sob representação nacional (HPE Automotores). Um esquema parecido será adotado pela MG ao contratar serviços especializados. Esses acordos visam garantir continuidade operacional mesmo após atingir – se esta nova alíquota máxima.