Governo dos EUA estuda tarifas que podem prejudicar competitividade de produtos brasileiros

A imposição de tarifas pelos EUA pode levar os importadores a escolher fornecedores internacionais, afetando a competitividade dos produtos brasileiros.

14/07/2026 17:48

2 min

Notas de dólar e de real
Notas de dólar e de real

O governo dos Estados Unidos estuda novas tarifas que podem afetar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano. A avaliação é da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), que alerta para o risco de importadores optarem por fornecedores internacionais em vez de nacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A entidade aponta que a diferença nas tarifas pode prejudicar a posição do Brasil como fornecedor de matérias – primas e insumos, levando os exportadores brasileiros a enfrentar custos mais altos. Isso resultaria em uma pressão para redução de preços e renegociação de contratos comerciais.

Impacto das Tarifas

A soma da tarifa de 25% proposta pela lei da Seção 301 e outra de 12,5%, relacionada a alegações de trabalho forçado, poderia gerar uma cobrança adicional total de 37,5% para produtos afetados pelas duas medidas. A decisão do USTR (Escritório da Representação Comercial dos EUA) sobre a imposição dessas tarifas deve ser anunciada até quarta – feira, dia 15.

Verônica Ribeiro Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiemg, destaca que a preocupação vai além do tamanho das tarifas. A diferença no tratamento entre países concorrentes pode influenciar diretamente as decisões dos importadores e comprometer contratos em mercados estratégicos.

Um levantamento realizado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEMG indica que as principais áreas expostas incluem matérias – primas, insumos agroindustriais, produtos de madeira e certos bens industriais. O ferro – gusa é um dos produtos brasileiros mais vulneráveis, pois pode ser afetado simultaneamente pelas duas propostas tarifárias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Concorrência Internacional

Os exportadores brasileiros disputam espaço no mercado dos Estados Unidos com fornecedores da Ucrânia, Índia, Canadá, África do Sul e Indonésia. Contudo, esses países podem receber tratamentos tarifários mais favoráveis. Por exemplo, o ferro – gusa ucraniano pode entrar no mercado americano com uma vantagem tarifária de até 37,5 pontos porcentuais em relação ao produto brasileiro.

Além disso, itens como sebo e produtos de madeira também estão entre os mais expostos às novas tarifas. Seus principais concorrentes podem enfrentar tarifas menores que as aplicadas ao Brasil, aumentando assim sua vantagem competitiva.

Leia também

Verônica enfatiza que o impacto das tarifas variará conforme a disponibilidade de fornecedores alternativos e a relação comercial estabelecida entre exportadores e importadores. Com a decisão americana se aproximando, a Fiemg defende uma intensificação das negociações entre Brasil e Estados Unidos, bem como a ampliação da lista de exceções e o estabelecimento de regras claras sobre a aplicação das tarifas.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!