Governo de São Paulo se reúne com estudantes em meio a greve histórica e reivindicações urgentes
Governo de São Paulo se encontra com estudantes da USP, Unesp e Unicamp em meio a greve. Descubra as reivindicações e o que pode mudar!
Governo de São Paulo se reúne com estudantes em meio a greve
Na noite de quarta-feira (20), o Governo de São Paulo recebeu estudantes da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) para discutir as reivindicações do movimento grevista.
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O encontro ocorreu após um ato que se estendeu entre a tarde e a noite do mesmo dia. De acordo com o DCE (Diretório Central dos Estudantes) Livre da USP, além das demandas apresentadas durante a greve, os estudantes também pedem uma retratação pública em relação à desocupação da reitoria, que foi realizada pela polícia militar, e o arquivamento do inquérito que investiga os manifestantes.
A Comissão de Negociação, composta por representantes das universidades, foi recebida por membros da Secretaria Estadual da Casa Civil no Palácio dos Bandeirantes. Estiveram presentes quatro alunos do DCE da USP, um representante do DCE da Unesp, um do DCE da Unicamp, além de dois advogados e a deputada estadual Mônica Seixas (PSOL-SP).
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Segundo os organizadores, cerca de 30 mil pessoas participaram do ato, que começou às 14h no Largo da Batata e seguiu até a sede da administração estadual. O Governo de São Paulo, em nota, afirmou que os estudantes foram recebidos para garantir o “encerramento pacífico do ato público” e que as pautas apresentadas serão analisadas pelas pastas competentes.
Reivindicações dos estudantes
As mobilizações estudantis tiveram início em 14 de abril, em apoio aos servidores da USP que protestavam contra uma gratificação anunciada pela reitoria apenas para professores. Após negociações, os servidores conseguiram avanços salariais e encerraram a paralisação, enquanto os estudantes decidiram manter a greve em defesa de suas próprias reivindicações.
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Entre os principais pontos estão o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, que atualmente oferece R$ 335,00 para estudantes em moradia estudantil e R$ 885,00 para auxílio integral. A proposta é aumentar esses valores para R$ 340,00 e R$ 1.804,00, respectivamente.
Além disso, os manifestantes pedem melhorias nos serviços, como a gestão do restaurante universitário, que enfrentou problemas com a presença de bichos e larvas na comida, e a situação do Hospital Universitário (HU), que, segundo os estudantes, perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.
Relato sobre a desocupação da reitoria
Rael Brito de Paula, estudante da USP, relatou à CNN Brasil que a desocupação da reitoria, realizada pela Polícia Militar na madrugada do dia 10, foi “absurdamente violenta” e causou um “trauma psicológico” nos estudantes. O protesto visava reivindicações relacionadas à vida estudantil e aos salários dos servidores.
Segundo Rael, o movimento não apresentou qualquer sinal de violência ou ameaça.
De acordo com seu relato, a Tropa de Choque cercou o prédio por volta das 04h15, enquanto os estudantes dormiam. Em seguida, empurraram o grupo para dentro do saguão fechado e iniciaram as agressões. Rael pediu que a reitoria seja responsabilizada e que abra um canal de negociação com os estudantes: “A ocupação se desenvolveu de forma pacífica, com programação cultural, política e assembleias democráticas.
Essa ação do governo do Estado demonstra que a reitoria não defende o diálogo e a democracia, mas sim a manutenção da precarização da educação e o descaso com os estudantes mais pobres”, concluiu.