Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado pelo Paraná em 2026, já comandou a Casa Civil e o PT

Gleisi Hoffmann disputa vaga ao Senado pelo Paraná em 2026 com apoio de Lula e trajetória em cargos executivos.

Ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann (PT) é a candidata do partido ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. A deputada federal, que já comandou a Casa Civil e a Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, disputa uma vaga na casa ao lado dos suplentes Assis Gurgacz Neto (PDT) e Prof.

Aldair Rizzi (REDE). Nascida em Curitiba, em 6 de setembro de 1965, a petista de 61 anos traz no currículo uma trajetória que começa nos grêmios estudantis e passa por cargos de destaque nos governos petistas.

Formada em Direito, com especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira, Gleisi é mãe de João Augusto e Gabriela Sofia. A militância começou cedo: participou da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, até se filiar ao PT em 1989.

Em 2018, foi eleita deputada federal com 212.513 votos — a terceira maior votação do Paraná naquele ano.

Carreira política e passagem pelo governo

Antes de chegar à Câmara, Gleisi Hoffmann passou por cargos executivos. Foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão Pública em Londrina, no Paraná. Em 2002, integrou a equipe de transição do governo Lula, ao lado da então ministra Dilma Rousseff.

Com a vitória de Lula, foi convidada para assumir a Diretoria Financeira da Itaipu Binacional, onde desenvolveu projetos sociais como a Casa Abrigo de Foz do Iguaçu, voltada a mulheres e dependentes vítimas de violência doméstica.

Em 2010, tornou – se a primeira mulher eleita para uma vaga no Senado pelo Paraná, com mais de 3 milhões de votos. Em junho de 2011, a presidente Dilma Rousseff a chamou para chefiar a Casa Civil, cargo que ocupou até fevereiro de 2014, quando retornou ao Senado.

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Em junho de 2017, foi eleita presidenta nacional do PT, sendo reeleita no Processo de Eleição Direta (PED) de 2020. Reeleita deputada federal em 2022, foi convidada por Lula para a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI). Deixou a presidência do PT em 7 de março de 2025 e se licenciou da Câmara.

Em abril de 2026, retornou ao mandato de deputada após deixar o ministério para se lançar como pré – candidata ao Senado.

Propostas para o Paraná no Senado

A agenda legislativa de Gleisi Hoffmann para o Senado prioriza a segurança pública e a proteção às mulheres. Entre as propostas, estão a redução do prazo para concessão de medidas protetivas para até 24 horas, o fortalecimento das Patrulhas Maria da Penha e a obrigatoriedade do monitoramento eletrônico de agressores.

As ações seriam aliadas à aprovação da PEC da Segurança e a uma cooperação mais estreita entre União, estados e municípios.

Na saúde, o plano prevê a criação de uma Rede de Diagnóstico e Cuidado da Pessoa com Autismo no SUS, a inclusão de Centros de Convivência dos Idosos no PAC e o fortalecimento do atendimento especializado com novas policlínicas e unidades móveis.

Já na infraestrutura, a candidata defende intervenções como o contorno ferroviário de Curitiba — para retirar os trilhos da zona urbana —, um novo traçado ferroviário na Serra da Esperança entre Guarapuava e Lapa, além de obras nas rodovias BR 153, BR 158 e BR 163 e a pavimentação de trechos estratégicos para integração regional.

Além de Gleisi, a disputa pelo Senado no Paraná inclui candidatos do Republicanos, PSD, Novo, PL, UP, Missão e PCO.