O ministro-chefe da Casa Civil, Gilberto Costa (PT), se despediu nesta quinta-feira (2 de abril de 2026) do cargo, em evento realizado na Estação da Calçada, em Salvador. Costa deixará o cargo para ser sucedido por Miriam Belchior, atual secretária-executiva da pasta.
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A cerimônia marcou o encerramento de sua atuação de três anos e três meses na posição, um período de grande influência no governo federal.
A saída de Costa ocorreu em meio à apresentação de dados sobre o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Entre 2023 e 2024, 26,5 milhões de pessoas foram retiradas da fome, 8,7 milhões da pobreza e 3,1 milhões da pobreza extrema.
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O desemprego também apresentou uma queda significativa, atingindo 5,4% – o menor índice da série histórica. O Novo PAC alcançou 80% de execução, com R$ 65,6 bilhões em repasses do Orçamento da União, superando os R$ 7,5 bilhões do governo anterior.
Foram contratados R$ 11,1 bilhões em financiamentos para áreas de mobilidade urbana, saneamento, urbanização de favelas, contenção de encostas e drenagem, representando um aumento de 46% em relação ao período anterior. A cerimônia também serviu para destacar a importância da pasta na articulação de políticas fiscais e tributárias, com o ministro buscando soluções em conjunto com o então ministro da Fazenda.
Nos últimos meses, a atuação de Costa ganhou repercussão política, especialmente em relação a Rui Costa, ex-governador da Bahia. O ministro também questionou a cobertura da imprensa em entrevista à GloboNews, destacando o papel do ex-presidente do Banco Central no caso e a falta de destaque dado pela mídia.
Essa estratégia de rebate crítico fazia parte da abordagem do Planalto.
Miriam Belchior assume a secretaria-executiva da Casa Civil em um momento de grande transformação no governo. Belchior, filiada ao PT desde a fundação, possui trajetória sólida na administração pública, tendo comandado o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão entre 2011 e 2015, além de ter presenciado a Caixa Econômica Federal.
A nomeação reflete a estratégia de Lula de concluir os projetos em andamento e ampliar a presença do PT no Senado, com Costa disputando uma vaga para a mesma casa.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.
