Gerdau lucra 43,4% mais no trimestre mesmo com queda de 5,6% nas vendas de aço
A Gerdau lucrou R$ 1,56 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta de 43,4% em relação aos R$ 1,09 bilhão apurados no mesmo período de 2025. O resultado foi divulgado na segunda-feira (26) e teve como principal motor a melhora dos preços do aço na América do Norte.
Descontados os efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado ficou em R$ 1,52 bilhão, ante R$ 1,09 bilhão no terceiro trimestre do ano passado. Já a receita líquida chegou a R$ 18,69 bilhões, com avanço de 3,9% na comparação anual.
Ebitda sobe 37,8% e margem chega a 20,2%
O Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado subiu 37,8%, para R$ 3,77 bilhões. Com isso, a margem do indicador saiu de 15,2% para 20,2%, uma expansão de 5 pontos percentuais.
O desempenho veio mesmo com queda de 5,6% nas vendas consolidadas de aço, que recuaram para 2,91 milhões de toneladas. Segundo a companhia, os preços mais altos na América do Norte compensaram a retração dos volumes no Brasil e o efeito da desvalorização do dólar frente ao real.
América do Norte responde por mais de três quartos do Ebitda
As operações norte-americanas geraram mais de três quartos do Ebitda ajustado consolidado. Na região, o indicador atingiu R$ 2,91 bilhões, crescimento de 60% sobre o terceiro trimestre de 2025, e a margem foi de 19,8% para 27,7%.
A companhia faturou R$ 10,51 bilhões na região, um salto de 14,4%, enquanto a venda de aço avançou 1,5%, para 1,31 milhão de toneladas. A Gerdau atribuiu o bom ritmo à procura dos segmentos de construção não residencial, centros de dados e energia renovável.
Brasil perde receita, mas amplia margem
No mercado brasileiro, o faturamento líquido encolheu 9,7%, para R$ 6,95 bilhões. O Ebitda ajustado também caiu, 2,8%, e chegou a R$ 741 milhões, sempre frente ao terceiro trimestre de 2025.
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Mesmo com a queda nos números absolutos, a margem avançou de 9,9% para 10,7%.
Lucro acumulado no ano cresce 49%
Nos nove primeiros meses de 2026, o lucro líquido consolidado somou R$ 4,04 bilhões, alta de 49% sobre o mesmo intervalo de 2025. No período, a receita líquida acumulada subiu 0,7%, para R$ 53,28 bilhões.
O Ebitda ajustado do acumulado avançou 31,9%, para R$ 10,16 bilhões.
Conselho aprova dividendos de R$ 667 milhões
O conselho de administração também aprovou a distribuição de R$ 667 milhões em proventos, o equivalente a R$ 0,34 por ação. A proposta foi aprovada por unanimidade pela diretoria, em reunião presidida pelo diretor-presidente, Gustavo Werneck.
O pagamento está previsto para 15 de dezembro, com base na posição acionária de 10 de novembro de 2026. Terão direito aos valores, caso a proposta seja aprovada, os titulares de ações inscritos nos registros da instituição depositária na data do crédito, em 10 de novembro.
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