Geração Z e o Terror: Como Filmes como “Obsessão” e “Backrooms” Refletem Suas Realidades

A Geração Z encontra no terror uma forma de enfrentar suas realidades desafiadoras. Descubra como filmes como “Obsessão” e “Backrooms” refletem essa conexão.

08/06/2026 05:22

3 min

Geração Z e o Terror: Como Filmes como “Obsessão” e “Backrooms” Refletem Suas Realidades
(Imagem de reprodução da internet).

A Geração Z e o Terror no Cinema

A vida para a Geração Z pode ser desafiadora, marcada por uma economia instável, tiroteios escolares frequentes e uma pandemia global. Recentemente, filmes como “Obsessão” e “Backrooms” atraíram essa geração ao cinema, oferecendo sustos que refletem suas realidades difíceis.

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Segundo Lauren Cook, terapeuta e autora de “Generation Anxiety: A Millennial and Gen Z Guide for Staying Afloat in Uncertain Times”, o gênero de terror evoluiu com a Geração Z, que explora temas mais sombrios e reais, em vez de se limitar ao sangue e à violência.

“Obsessão” apresenta uma narrativa sobre um homem, interpretado por Michael Johnston, que deseja que seu amor não correspondido, vivido por Indie Navarrette, retribua seus sentimentos. Embora o filme contenha cenas sangrentas, também aborda questões mais profundas, como a cultura red pill, que sugere que os homens enfrentam um mundo hostil e anseiam por valores tradicionais.

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Por outro lado, “Backrooms”, dirigido por Kane Parsons, mergulha em temas de isolamento e trauma, refletindo a experiência da Geração Z em um mundo repleto de desafios.

Atração pelo Terror e Temas Reais

Cook observa que a Geração Z aprecia a honestidade que o terror pode oferecer, sem tentar suavizar a realidade. Eles lidam com a morbidade de forma mais aberta do que as gerações anteriores, que costumavam esconder as dificuldades por trás de sorrisos.

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Aqueles nascidos entre 1997 e 2012 enfrentaram uma série de desafios, desde a crise financeira de 2008 até desastres climáticos e a normalização de simulações de tiroteios em escolas, culminando em uma pandemia global.

De acordo com Kaitlyn Ruano, professora de ensino médio e analista de filmes, cada geração é marcada por seu próprio subgênero de terror. A Geração Z, com seu foco em questões sociais, encontra no terror uma forma de expressar suas preocupações.

Um relatório da Statista revelou que 91% dos consumidores da Geração Z assistem a filmes ou programas de terror, tornando-se a faixa etária mais propensa a isso.

O Sucesso dos Filmes de Terror

Cathy Boxall, da Dentsu, destacou que o terror é o terceiro gênero favorito da Geração Z, atrás da comédia e da ação. Os filmes de terror agora representam 17% das vendas de ingressos na América do Norte, um aumento significativo em relação a 4% há uma década.

Os estúdios estão aproveitando esse interesse, com a A24, responsável por “Backrooms”, destacando-se ao arrecadar cerca de US$ 80 milhões na América do Norte durante seu fim de semana de estreia.

“Obsessão”, produzido pela Focus Features e Blumhouse Productions, também teve um desempenho notável, arrecadando uma quantia considerável em relação ao seu orçamento de cerca de US$ 750 mil. Esse sucesso está alinhado com a preferência da Geração Z por conteúdos provocativos que geram discussões online.

Ruano observa que essa geração tende a ser mais analítica em relação ao conteúdo que consome, influenciada por um ambiente midiático e interativo.

Reflexões sobre o Escapismo

Ruano ressalta que a Geração Z precisa ser resiliente em um mundo politicamente divisivo e sombrio, redefinindo o conceito de escapismo. Filmes nostálgicos que retratam vidas fáceis, como “Como Perder um Homem em 10 Dias”, podem parecer insultuosos em comparação com a realidade atual.

A frustração surge ao assistir a narrativas de sucesso do passado, levando a uma reflexão sobre as dificuldades enfrentadas hoje.

Essa nova perspectiva sobre o terror e a realidade reflete a complexidade da experiência da Geração Z, que busca compreender e lidar com um mundo repleto de incertezas e desafios.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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