Geração Z e o hikikomori: quando o isolamento se torna um problema de saúde mental

A Geração Z enfrenta um aumento preocupante de casos de hikikomori, com especialistas alertando para os impactos negativos do isolamento social na saúde mental.

20/08/2026 06:01

2 min

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Recentes estudos apontam que a Geração Z, que inclui os jovens nascidos entre 1997 e 2012, está se tornando uma das mais reclusas da história moderna. O hábito de passar o fim de semana em casa, sem planos para sair, deixou de ser apenas uma preferência pessoal e se transformou em uma rotina comum entre esses jovens.

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Especialistas têm utilizado o termo hikikomori, originário do Japão, para descrever casos extremos de isolamento social que têm sido acentuados pela dependência da internet, ansiedade e fobias sociais que surgiram após a pandemia.

A psicóloga Magnific Paiva alerta para a importância de observar quando o isolamento deixa de ser saudável e passa a afetar o bem – estar geral. “A pergunta não é quanto tempo o jovem passa em casa. A pergunta é: o que esse isolamento está custando?”, destaca ela.

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Segundo Paiva, a chave para entender se essa reclusão é preocupante está no impacto que causa na vida do indivíduo — seja nos estudos, no trabalho ou nas relações familiares e de amizade.

Os riscos do isolamento social

A situação se torna alarmante quando o isolamento se transforma em um mecanismo para evitar situações desconfortáveis. Com isso, as oportunidades de interação social diminuem e as consequências podem ser graves. A diferença não está apenas na quantidade de tempo passado sozinho, mas sim nos danos causados por essa escolha. “Quando o isolamento compromete estudos, trabalho ou relações, buscar ajuda psicológica é importante”, afirma Paiva.

Ela explica que esse comportamento pode estar ligado à ansiedade, ao medo de rejeição ou à dificuldade em lidar com interações sociais. Nesses casos, o acompanhamento profissional é fundamental para identificar as causas do problema e encontrar maneiras eficazes de retomar gradualmente as interações sociais saudáveis.

A realidade no Brasil

No Brasil, ainda não existem estatísticas nacionais consolidadas sobre o fenômeno do hikikomori. Atualmente, os dados disponíveis são baseados principalmente em relatos clínicos. A falta de informações abrangentes dificulta a compreensão completa da situação e a implementação de estratégias eficazes para ajudar os jovens afetados.

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A saúde mental dos jovens deve ser uma prioridade. É fundamental promover diálogos abertos sobre essas questões e fornecer suporte adequado para aqueles que enfrentam desafios relacionados ao isolamento social.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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