Cientistas criam anticorpos inovadores para combater o vírus Epstein-Barr e suas consequências

Cientistas do Fred Hutch desenvolvem anticorpos inovadores contra o vírus Epstein-Barr, prometendo avanços no combate a doenças graves. Descubra mais!

18/04/2026 04:41

3 min

Cientistas criam anticorpos inovadores para combater o vírus Epstein-Barr e suas consequências
(Imagem de reprodução da internet).

Pesquisadores Desenvolvem Anticorpos Contra o Vírus Epstein-Barr

Uma equipe de cientistas criou anticorpos capazes de bloquear o vírus Epstein-Barr (EBV), uma infecção que afeta aproximadamente 95% da população mundial e está associada a diversos tipos de câncer, doenças neurodegenerativas e outras condições crônicas.

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O estudo, publicado recentemente, detalhou um experimento que utilizou camundongos para desenvolver anticorpos monoclonais — proteínas que imitam a ação do sistema imunológico — com a capacidade de impedir que o vírus se conecte e entre nas células imunológicas humanas.

Um dos principais desafios enfrentados pelos pesquisadores é a identificação de anticorpos não humanos que não provoquem reações imunológicas adversas, um problema comum nos testes de terapias contra o EBV. “Decidimos empregar novas tecnologias para preencher essa lacuna de conhecimento e conseguimos dar um passo importante para bloquear um dos vírus mais prevalentes do mundo”, afirmou Andrew McGuire, PhD, bioquímico e biólogo celular na Divisão de Vacinas e Doenças Infecciosas do Fred Hutch Cancer Center, em comunicado à imprensa.

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Foco na Criação de Anticorpos Monoclonais

Os pesquisadores concentraram seus esforços na criação de anticorpos monoclonais que inibissem duas proteínas virais, gp350 e gp42. A primeira é responsável por ajudar o vírus a se fixar nas células humanas, enquanto a segunda permite que ele se funde e entre nessas células.

Essa pesquisa pode ser extremamente benéfica para pacientes imunossuprimidos, especialmente aqueles que se submetem a transplantes de órgãos sólidos ou de medula óssea, que utilizam medicamentos imunossupressores que podem reativar o vírus.

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“As doenças linfoproliferativas pós-transplante (DLPT), muitas das quais são linfomas associados ao EBV, são uma causa comum de morbidade e mortalidade após transplantes de órgãos”, destacou a Dra. Rachel Bender Ignacio, médica de doenças infecciosas no Fred Hutch e na Faculdade de Medicina da Universidade de Washington.

O objetivo dos pesquisadores é desenvolver um método para administrar esses anticorpos monoclonais por meio de infusões, visando prevenir a infecção ou reativação do vírus, especialmente em grupos de alto risco.

Entendendo o Vírus Epstein-Barr

O vírus Epstein-Barr é conhecido por causar a mononucleose, popularmente chamada de “doença do beijo”. A infecção por esse patógeno é bastante comum, com mais de 90% da população mundial sendo infectada em algum momento da vida. Na maioria das vezes, o vírus permanece latente (inativo) no organismo, sem apresentar sintomas.

Contudo, quando ativado, pode provocar sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dor de garganta, inflamação dos gânglios no pescoço, dor no corpo, dor muscular e tosse.

A doença se instala em diversas células do corpo, conseguindo escapar das defesas imunológicas. Assim, o vírus permanece no organismo de uma pessoa infectada por toda a vida e pode ressurgir anos após a infecção inicial, especialmente quando o sistema imunológico está comprometido.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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