G7 anuncia US$ 2,5 bilhões para proteger a segurança alimentar de países vulneráveis

O financiamento prioriza o fornecimento de fertilizantes, enquanto a alta da energia pressiona as cadeias de abastecimento e encarece a produção de alimentos.

2 min

Reunião do G7 na França em 2026.

Os países do G7 anunciaram um compromisso de US$ 2,5 bilhões para ajudar a combater a insegurança alimentar em nações vulneráveis. A iniciativa foi apresentada em Bangcoc, na Tailândia, durante as reuniões anuais do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial.

O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse que o Banco Mundial identificou 44 países sujeitos a problemas de segurança alimentar em meio à alta dos preços da energia. Os recursos devem ajudar a proteger o abastecimento, com atenção especial aos fertilizantes, mas não foram detalhados a origem nem o uso do dinheiro.

Compromisso prioriza fertilizantes

Ao falar com jornalistas, Lescure afirmou que o G7 está preocupado com os países mais expostos à situação global. “O G7 também tem demonstrado grande preocupação com os elos mais frágeis da atual situação global: os países pobres”, disse.

O ministro acrescentou que o compromisso busca contribuir para a segurança alimentar. “Por isso, juntos, nos comprometemos a destinar US$ 2,5 bilhões para ajudar a garantir a segurança alimentar, especialmente em uma questão muito importante: os fertilizantes”, afirmou.

A informação sobre o anúncio foi divulgada pelo jornal francês Le Monde. O G7 reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A União Europeia também participa do fórum, mas não é contada como membro.

Alta da energia pressiona abastecimento

Os ataques dos Estados Unidos ao Irã e a escalada do conflito no Oriente Médio fizeram subir os preços globais da energia. A situação também prejudicou as cadeias de abastecimento de fertilizantes.

Com os custos de produção e de importação de alimentos em alta, países vulneráveis têm mais dificuldade para absorver o impacto. O ministro não informou de onde virão os recursos nem como serão aplicados.

Leia também

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.