Fusões e Aquisições no Setor de Óleo e Gás: O Que Esperar do Mercado Brasileiro em 2026?
Estudo revela que fusões e aquisições no setor de óleo e gás crescem no Brasil, impulsionadas por estratégias de eficiência e busca por ativos valiosos
Fusões e Aquisições no Setor de Óleo e Gás
Nos últimos dez anos, os principais compradores de ativos no setor de óleo e gás foram responsáveis por 53% do valor total das fusões e aquisições, conforme um estudo da Bain & Company sobre o mercado global. A consultoria classifica como adquirentes frequentes as empresas que realizam pelo menos uma transação anualmente.
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O levantamento revela que esse grupo teve um desempenho superior ao longo do tempo.
Entre 2012 e 2022, o retorno total aos acionistas dessas empresas foi 130% maior em comparação com aquelas que não realizaram aquisições. O relatório também destaca um aumento na concorrência por ativos, sugerindo um mercado aquecido. Nesse contexto, os múltiplos das transações cresceram de 4 vezes em 2022 para 6,9 vezes em 2025.
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Consolidação no Setor Brasileiro
No Brasil, o setor também está passando por um processo de consolidação. Márcio Santiago, sócio da assessoria financeira Araújo Fontes e especialista em energia, aponta que essa movimentação está relacionada à interrupção dos desinvestimentos da Petrobras, que ocorreram de forma ampla e dispersa durante o governo anterior. “Com a pausa nesses desinvestimentos no governo atual, as empresas estão agora trocando ativos, buscando maior eficiência em seus portfólios ou discutindo fusões”, explica.
Santiago ressalta que a estratégia visa reunir ativos para formar plataformas de produção maiores. Isso, na prática, permitiria ganhos de escala ao concentrar operações nas mesmas bacias, tornando os negócios mais atrativos para novos investimentos e acelerando seu crescimento.
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Atualmente, os ativos mais desejados no Brasil são aqueles com foco na produção, especialmente os que já possuem reservas provadas, sondas próprias e capacidade técnica interna para intervenções em poços.