Furto de energia elétrica gera aumento de quase 3% na tarifa para brasileiros, diz Patrícia Audi

O furto de energia elétrica, popularmente conhecido como “gato”, resultou em um acréscimo de quase 3% na tarifa de energia dos brasileiros, além de gerar perdas financeiras significativas para as distribuidoras. Essa informação foi divulgada por Patrícia Audi, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), em entrevista ao programa Alta Voltagem da CNN.
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Audi destacou que as chamadas perdas não técnicas, que englobam furtos e roubos de energia, constituem um dos principais desafios enfrentados pelas empresas fornecedoras.
Consequências Financeiras e Tarifárias
Conforme a executiva, a energia desviada ainda é comprada e fornecida pelas distribuidoras, mas não é paga pelos usuários que realizam o consumo irregular. Como resultado, o custo dessa energia é repartido entre os consumidores regulares. “É uma energia que as distribuidoras têm que oferecer ao consumidor e pela qual não recebem pagamento.
Com o custo fixo dessa energia, ele precisa ser diluído entre aqueles que pagam suas contas em dia”, explicou Patrícia Audi.
Patrícia salientou que a maior parte dessas perdas é reconhecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, consequentemente, incorporada nas tarifas cobradas dos consumidores. No entanto, uma fração menor das perdas não é aceita pela agência reguladora e acaba sendo suportada pelas próprias distribuidoras.
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Além do impacto financeiro sobre os usuários, os furtos de energia também prejudicam a qualidade do fornecimento.
Impacto na Qualidade do Fornecimento
A presidente da Abradee informou que no ano anterior foram registrados aproximadamente 620 mil incidentes de interrupção no fornecimento de energia devido a ligações clandestinas, afetando mais de 2 milhões de pessoas. “Esses furtos e roubos constituem uma questão de segurança pública”, declarou Audi.
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Um estudo da Abradee revela que o estado do Amazonas é atualmente o mais afetado pelas perdas não técnicas. A vasta extensão territorial da área de concessão na região amazônica dificulta significativamente as operações de fiscalização e combate às fraudes.
A Amazonas Energia é a responsável pelo fornecimento naquela localidade e recentemente passou por mudanças significativas.
Outro estado que merece destaque em relação ao problema é o Rio de Janeiro. Na área atendida pela Light, a distribuidora em recuperação judicial responsável pela Região Metropolitana da capital fluminense, as perdas não técnicas alcançaram alarmantes 70,7% no mercado residencial de baixa tensão em 2025.
Esse indicador revela o volume de energia consumida mas não faturada devido a furtos e irregularidades na medição.
Diante desse cenário preocupante, as distribuidoras enfrentam um desafio significativo para garantir a sustentabilidade financeira e a qualidade do serviço prestado aos consumidores.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



