Funcionários da Caixa rejeitam proposta final e decidem manter greve por tempo indeterminado

Funcionários da Caixa rejeitam proposta final e mantêm greve por tempo indeterminado; 245 das 283 agências na base de São Paulo fecharam no primeiro dia.

Edifício da Caixa Econômica Federal – Matriz III, em Brasília

Os bancários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A decisão veio depois que a proposta final apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi rejeitada em assembleia na noite desta sexta – feira (11.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos empregados que votaram disseram não à oferta da Caixa. Antes da votação, a entidade promoveu uma plenária virtual que reuniu 1.167 trabalhadores. O encontro serviu para discutir os termos apresentados e os riscos de uma eventual judicialização da negociação.

Saúde Caixa e os pontos de impasse

O Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos funcionários, foi um dos temas centrais da campanha. De acordo com o sindicato, a entidade tentou separar a negociação do plano de saúde da renovação do ACT, mas a Caixa não aceitou a proposta.

O acordo também reúne cláusulas relacionadas a outras condições de trabalho. Durante as conversas, a Caixa indicou que poderia retirar a proposta e levar o caso a um dissídio coletivo caso os termos fossem rejeitados. Representantes sindicais alertaram para os riscos desse caminho.

No primeiro dia da greve, o movimento já mostrava força. Das 283 agências da Caixa na base de São Paulo, Osasco e Região, 245 ficaram fechadas. Além disso, quatro centros administrativos na capital paralisaram as atividades, segundo levantamento do sindicato.

Contexto e diferenças com o Banco do Brasil

Enquanto a situação na Caixa segue tensa, no Banco do BB o cenário foi outro. O ACT da instituição foi assinado na sexta – feira, com vigência até 2028, após aprovação por ampla maioria das assembleias.

Entre os pontos acordados no Banco do Brasil estão o adiantamento da PLR para 16 de setembro, o pagamento de R 360 milhões da contribuição patronal para a Cassi e a ampliação de benefícios. A diferença nos resultados das negociações entre os dois bancos públicos reforça o descontentamento dos funcionários da Caixa com a proposta rejeitada.

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Agora, a categoria aguarda os próximos passos da direção do banco. A possibilidade de judicialização do caso ainda preocupa os sindicalistas, que seguem mobilizados para tentar retomar as negociações e evitar um desfecho na Justiça do Trabalho.