Forró de raiz busca reconhecimento mundial como patrimônio da Unesco

Audiência no Theatro Santa Roza, em João Pessoa, marca a candidatura do forró de raiz a patrimônio imaterial da Unesco

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Foto: Reprodução

Forró de raiz busca reconhecimento internacional em audiência histórica

Na próxima quarta-feira, 18, às 17h, o Theatro Santa Roza em João Pessoa será palco de um evento de grande importância para a cultura nordestina. A sanfona, a zabumba e o triângulo farão parte de uma celebração que marca um novo capítulo na busca do forró de raiz pelo título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, concedido pela Unesco.

A iniciativa, que reúne artistas renomados, gestores culturais e o público, é fruto de um esforço que começou em 2011, com a busca pelo reconhecimento do forró como patrimônio nacional, conquistado em 2021. Agora, o foco se volta para o cenário internacional, com a expectativa de que o forró de raiz seja reconhecido globalmente.

Artistas e a importância da mobilização

A programação do evento contará com a presença de artistas como Helayne Cristini, Luizinho Calixto, Sandra Belê, Luiz Bento, Gitana Pimentel, Maciel Melo, Deusa do Forró e Os 3 do Nordeste. O cantor Maciel Melo ressaltou a importância da mobilização, enfatizando que o evento representa a construção conjunta de um movimento musical e a celebração da cultura e da arte nordestina.

A cantora Deusa do Forró também fez um convite especial aos “gonzaguianos” e “forrozeiros do Nordeste”, convidando-os a celebrar este momento histórico. O secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, reforçou o compromisso do Governo da Paraíba em abrir portas para que a candidatura se viabilize, destacando que a audiência pública é um requisito fundamental para o dossiê.

A candidatura e o Consórcio Nordeste

A articulação inicial da candidatura ocorreu em setembro de 2025, durante o Festival Internacional do Forró de Raiz em Lille, na França. Representantes do Consórcio Nordeste, do Iphan e do Fórum Nacional do Forró de Raiz assinaram um protocolo de intenções para encaminhar a candidatura à Unesco.

A partir daí, iniciou-se a fase de mobilização e construção do dossiê técnico, com a realização de audiências públicas e eventos em diversas cidades brasileiras.

O Consórcio Nordeste, formado pelos nove estados da região, funciona como um consórcio público interestadual, buscando valorizar a identidade nordestina e promover o desenvolvimento sustentável da região. A formalização internacional é vista como uma oportunidade de mostrar a riqueza da música nordestina ao mundo, colocando-a ao lado de outras manifestações culturais já reconhecidas, como o samba de roda e o frevo.

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