Apesar de vencer no estado de SP, Flávio perde a capital por 11 pontos para Lula
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), com 100% das urnas apuradas. Aos 80 anos, ele conquista seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
Na capital paulista, onde Lula teve sua maior vantagem absoluta sobre Flávio entre os municípios brasileiros, o petista somou 3.864.354 votos, ou 55,50% dos válidos, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Flávio recebeu 3.097.923 votos, ou 44,50%, e a diferença foi de 766.431 votos a favor de Lula.
Lula amplia vantagem na capital entre os turnos
No primeiro turno, a distância entre os dois candidatos na cidade era de 291.602 votos, o que equivalia a 4,45 pontos percentuais. No segundo, o intervalo saltou para 11,01 pontos.
O movimento acompanhou a recuperação de Lula no cenário nacional, que foi decisiva para a virada.
Flávio vence no estado, mas vê a distância encolher
Apesar de ter sido o mais votado no estado de São Paulo, Flávio não conseguiu reverter a derrota na capital. Ele obteve 14.139.178 votos no estado, equivalentes a 53,85% dos válidos, enquanto Lula chegou a 12.119.274, ou 46,15%. A vantagem do senador somou 2.019.904 votos.
No primeiro turno, a diferença paulista havia sido de 3.416.610 votos, ou 13,73 pontos percentuais. No domingo (25), a margem caiu para 7,69 pontos.
Eleição marcou virada inédita desde a redemocratização
Foi a primeira vez, desde a redemocratização, que um candidato derrotado em segundo lugar no primeiro turno levou a final. Flávio tinha liderado a primeira votação com 47,03% dos válidos, enquanto Lula registrara 45,16%.
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Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado por Lula em 2022, Flávio disputou o Planalto como sucessor político do pai e tentou reconduzir o bolsonarismo ao comando do Executivo federal. Com a derrota, ele ficará pela primeira vez em 24 anos sem mandato.
Flávio diz que não reconhece resultado e vai à Justiça
Logo após a divulgação do resultado, Flávio afirmou que não reconheceria a vitória do petista. Ele disse que recorreria à Justiça para pedir a anulação do segundo turno, com base na prorrogação do horário de votação.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a votação fosse estendida até as 19h, diante de relatos de dificuldades no transporte de eleitores. A decisão saiu depois das 17h, quando parte das seções já tinha encerrado a votação, e valeu apenas para as que seguiam abertas.
Campanhas pediram mais tempo com alcances diferentes
As duas campanhas haviam pedido mais tempo para votar, mas com abrangências distintas. A equipe de Lula solicitou a extensão em nível nacional, por causa de problemas no transporte público. Já a de Flávio pediu a prorrogação em municípios de cinco estados, incluindo São Paulo, sob a justificativa de chuvas.
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