Flávio e Lula são aconselhados a rever estratégia antes do debate na Globo

Cerca de 8,4% dos eleitores ainda podem mudar de voto, e analistas avaliam que o debate de sexta-feira pode pesar na decisão dos indecisos.

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Senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da...
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As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram aconselhadas a rever postura e estratégia antes do último debate do segundo turno, marcado para sexta-feira (23), na TV Globo. A avaliação de analistas ouvidos no WW é que os dois candidatos cometeram erros e deixaram oportunidades passar no debate da TV Bandeirantes.

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O confronto pode pesar na decisão dos eleitores indecisos. Cerca de 8,4% do eleitorado ainda pode mudar de voto até a eleição, segundo Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

Analistas apontam erros dos dois candidatos

Caio Junqueira, analista de Política da CNN, disse que a preparação é decisiva em qualquer debate. Na avaliação dele, Lula pode ter subestimado essa etapa por causa da experiência acumulada em confrontos televisionados.

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“O Lula foi melhor quando ele foi mais Lula e menos marketing”, afirmou Junqueira. Ele citou os momentos em que Lula falou sobre a pandemia e disse torcer para que todo presidiário vote nele, inclusive o pai de Flávio.

O analista também avaliou que Lula caiu nas provocações do adversário e entrou no debate convencido de que não precisava estar ali, diante da diferença biográfica entre os dois candidatos.

Flávio pareceu treinado, mas não convenceu sobre preparo

Thais Herédia, âncora e analista de Economia da CNN, disse que Lula carregou uma imagem de passado e demonstrou dificuldade diante das câmeras: não deu boa noite, não pediu voto e se perdeu em alguns momentos. Flávio, por sua vez, também não saiu ileso.

“Ele encontrou um jeito de se comunicar e pareceu bem treinado, mas não conseguiu passar a ideia de alguém que está preparado para governar o Brasil”, avaliou Herédia sobre Flávio. Para ela, a percepção de Lula de que o adversário seria um candidato menor impediu o petista de explorar esse argumento com mais eficácia.

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Tokarski afirmou que Flávio precisa se apresentar aos eleitores que ainda não o conhecem bem. Segundo ele, o candidato chegou ao segundo turno impulsionado principalmente pelo sobrenome da família e apareceu com 30% das intenções de voto na primeira pesquisa em que foi testado.

O CEO da Nexus também disse que os gestos e trejeitos de Flávio atrás de Lula pareceram inspirados na estratégia de Donald Trump no debate contra Hillary Clinton, nos Estados Unidos. “Isso me pareceu ali muito inspirado nessa forma de atuação de Donald Trump”, afirmou.

Campanha de Lula tem divisão interna, diz diretor

Daniel Rittner, diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, apontou uma divisão na equipe de comunicação de Lula e disse que esse padrão se repete ao longo do atual governo. Segundo ele, o marqueteiro Sidônio Palmeira demonstrou nervosismo nos bastidores da TV Bandeirantes, o que teria afetado o candidato; a atuação de Palmeira também foi contestada publicamente.

Jones Manoel, influenciador eleito deputado federal por Pernambuco e segundo mais votado do estado, também criticou a comunicação da campanha petista. Sobre Flávio, Rittner alertou que a postura agressiva no palco pode ser um tiro no pé e transmitir falta de equilíbrio emocional e de postura de estadista.

Debate da TV Globo pode influenciar indecisos

As pesquisas apontam vantagem para Flávio em votos válidos, mas por uma margem pequena, entre um e três pontos percentuais. Tokarski alertou ainda para o risco de abstenção entre eleitores que apoiam Flávio mais para derrotar Lula do que por convicção e que podem deixar de votar por acreditar que o resultado está garantido.

“A eleição está longe de ser definida”, afirmou Tokarski. O debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23), pode influenciar os indecisos, que costumam deixar a decisão final para as últimas 48 horas antes do pleito.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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