Fim da “taxa das blusinhas” deve ter impacto limitado nos Correios

Receita da estatal com remessas internacionais já havia caído com o Remessa Conforme; medida foi anunciada por Lula em 12 de maio.

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Foto: Reprodução

Impacto Limitado do Fim da “Taxa das Blusinhas” nos Correios

Após registrar um prejuízo superior a R$ 8 bilhões no ano anterior e com um plano de reestruturação em andamento, os Correios devem enfrentar um impacto limitado com o término da “taxa das blusinhas”, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite de terça-feira (12).

De acordo com informações obtidas pela CNN, espera-se que o volume de encomendas internacionais melhore nos próximos meses, contribuindo de forma modesta para as finanças da estatal, mas não há previsão de uma mudança significativa no balanço devido a essa medida.

A receita dos Correios com remessas internacionais caiu de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025, representando apenas 8% do faturamento total. Contudo, fontes próximas à diretoria da empresa afirmam que o maior impacto veio do programa Remessa Conforme, e não da “taxa das blusinhas”.

Instituído em 2023, o Remessa Conforme não sofreu alterações com a medida provisória assinada por Lula.

Consequências da Abertura do Mercado de Logística

O reflexo mais significativo para os Correios foi a mudança no processo de desembaraço aduaneiro, que deixou de ser exclusivo da estatal. A abertura do mercado de logística internacional para empresas privadas que aderiram ao programa resultou em uma queda acentuada na receita dos Correios com esse serviço.

Em agosto de 2024, foi implementada uma taxação de 20% sobre compras do exterior com valor de até US$ 50, enquanto remessas acima desse valor passaram a ter uma alíquota de 60%.

No ano de 2025, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com a “taxa das blusinhas”, e nos quatro primeiros meses de 2026, a arrecadação foi de R$ 1,7 bilhão. A extinção dessa taxa, conforme avaliações de pessoas próximas à cúpula dos Correios, deve impulsionar as compras internacionais de forma geral.

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No entanto, o impacto será provavelmente distribuído proporcionalmente entre as empresas que atuam com remessas internacionais. Para essas fontes, o maior efeito sobre a estatal já ocorreu com o Remessa Conforme, indicando que, sem mudanças nesse programa, o plano de reestruturação da companhia postal não receberá um impulso significativo.

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