Fiemg alerta sobre riscos de retaliações comerciais após governo acionar Lei da Reciprocidade
A Fiemg destaca a urgência de negociações diplomáticas para evitar danos à indústria brasileira após o acionamento da Lei da Reciprocidade contra os EUA.
O governo federal iniciou na quinta – feira (13) o processo de reciprocidade contra os Estados Unidos, o que gerou preocupação na Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). A entidade destacou a importância de proteger os interesses brasileiros, mas também alertou para a necessidade de evitar uma escalada de retaliações que poderia prejudicar a indústria, os investimentos e os empregos no país. “Uma guerra comercial não interessa ao Brasil nem aos Estados Unidos”, afirmou a federação em nota.
A Lei Nº 15.122, conhecida como Lei da Reciprocidade, foi sancionada pelo presidente Lula em abril de 2025. Essa legislação estabelece critérios proporcionais a serem seguidos quando houver barreiras comerciais impostas a produtos brasileiros. Na prática, essa lei se aplica em diversas áreas, incluindo comércio, concessão de vistos e ações que possam impactar negativamente a competitividade internacional brasileira.
Retórica cautelosa da Fiemg
Segundo a Fiemg, a lei já havia sido acionada em 2025, mas sem que fossem aplicadas tarifas ou restrições comerciais contra o governo norte – americano. Naquela ocasião, priorizou – se as consultas diplomáticas antes de decidir por qualquer contramedida.
Agora, com o novo acionamento da lei, a federação argumenta que é fundamental buscar um entendimento entre Brasil e Estados Unidos para garantir a preservação de contratos e empregos.
A entidade enfatizou que retaliar importações de insumos e equipamentos necessários à indústria brasileira pode elevar custos de produção e diminuir a competitividade do país. Assim, ela defende que as ações devem ser cuidadosamente avaliadas para não causar mais prejuízos do que benefícios.
Próximos passos nas negociações
As discussões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos deverão ocorrer através da OMC (Organização Mundial do Comércio). Esse mecanismo permitirá que os países se reúnam diretamente para abordar as questões geradas pela nova aplicação da lei.
A partir desse momento, será instaurado um prazo de 60 dias para a realização das consultas entre as partes envolvidas.
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A Fiemg acredita que este diálogo é crucial para encontrar soluções que evitem uma guerra comercial prejudicial tanto ao Brasil quanto aos Estados Unidos. O foco deve estar na negociação e na busca por alternativas que favoreçam ambas as nações sem comprometer o desenvolvimento econômico brasileiro.