FFIRI cobra respeito a símbolos nacionais na Copa do Mundo; o que pode mudar para o Irã?

A FFIRI pede à Fifa que respeite os símbolos nacionais na Copa do Mundo, em meio a tensões políticas e protestos de exilados iranianos. O que pode acontecer?

14/06/2026 15:41

2 min

FFIRI cobra respeito a símbolos nacionais na Copa do Mundo; o que pode mudar para o Irã?
(Imagem de reprodução da internet).

FFIRI cobra respeito a símbolos nacionais na Copa do Mundo

A poucos dias do início da Copa do Mundo, a Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) fez uma solicitação formal à Fifa para que sejam respeitados os protocolos oficiais e os símbolos nacionais durante o torneio. Essa demanda surge em um contexto de intensa tensão geopolítica e logística.

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A seleção iraniana, que conta com uma comissão técnica, precisou mudar sua base de preparação do Arizona para Tijuana, no México. Além disso, a instabilidade na região do Oriente Médio gerou incertezas sobre a participação do país na competição.

Durante uma atividade no México, o presidente da FFIRI, Mehdi Taj, reiterou a exigência, fundamentando-se nas normas da entidade máxima do futebol. “A Fifa é responsável, segundo os protocolos”, afirmou Taj em entrevista à agência de notícias AFP. “A bandeira oficial de um país deve estar presente no estádio”, acrescentou.

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Protestos e manifestações no Mundial

Em Los Angeles, cidade que abriga a maior comunidade de exilados iranianos, organizações de oposição ao regime de Teerã estão organizando protestos nas proximidades e dentro do estádio. Estão previstos atos como a exibição da bandeira anterior à Revolução Islâmica de 1979 e vaias ao hino nacional, relembrando o que aconteceu na Copa do Catar em 2022.

Embora o regulamento da Fifa proíba manifestações políticas nas arenas, a aplicação variável dessas regras gera incertezas. Em resposta a essa situação, o ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, declarou que o governo irá monitorar o comportamento do público e não descartou a possibilidade de adotar medidas rigorosas caso ocorram atos considerados hostis.

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Diante desse impasse, a direção do futebol iraniano aguarda definições da entidade organizadora. “Conseguimos resolver alguns problemas, enquanto outros continuam pendentes”, finalizou Mehdi Taj.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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