Fernando Queiroz Tracanella, CEO da Track Field, afirma que empresa é menos sensível a juros altos

A Track Field apresentou os resultados do segundo trimestre de 2026, revelando uma receita líquida consolidada de R279,7 milhões, o que representa um crescimento de 15,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado foi de R 65,6 milhões, com uma alta de 15,9% e uma margem de 23,5%.
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O lucro líquido ajustado atingiu R 44,3 milhões, refletindo um aumento de 8,2% na comparação anual. Em entrevista ao CNN Money, Fernando Queiroz Tracanella, CEO da Track Field, creditou esses resultados à sólida trajetória de crescimento da empresa.
Tracanella afirmou: “O crescimento médio anual desde a pré – pandemia, muito orgânico, sem nenhuma aquisição, abrindo loja e crescendo bem das mesmas lojas, tem sido de 25% ao ano”. Ele explicou que a combinação de boas margens nos produtos e disciplina financeira foi crucial para a margem Ebitda observada no período.
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Modelo de franquias e ausência de dívida sustentam desempenho
Entre as 448 lojas da rede Track Field, 390 são franquias. O CEO destacou o modelo de franquias como um dos fundamentos da companhia. Os parceiros desempenham um papel ativo na organização de eventos e na operação das lojas. Além disso, Tracanella frisou que a empresa não possui dívidas, fator que diminui sua vulnerabilidade diante das altas taxas básicas de juros.
“A Track acaba sendo menos afetada, menos sensível à questão de juros, uma vez que a empresa não tem dívida hoje; historicamente nunca teve dívida”, detalhou. Embora reconheça que a alta dos juros impacta a economia em geral, ele acredita que o perfil de renda dos consumidores da marca ajuda a mitigar esse efeito.
Segundo Tracanella, os clientes da Track Field são menos dependentes de financiamento em comparação aos consumidores de setores como o de linha branca.
TF Sports ultrapassa 1,4 milhão de usuários
A TF Sports, plataforma dedicada a eventos esportivos da Track Field, já conta com mais de 1,4 milhão de usuários e planeja organizar mais de 4 mil eventos neste ano. O CEO observou que os clientes envolvidos nos eventos consomem entre 40% e 50% mais do que aqueles que apenas compram produtos.
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A plataforma também lançou uma nova versão do aplicativo que permite a compra direta de produtos do TF Mall — marketplace voltado para artigos esportivos — além dos itens do TFC, café especializado em alimentação saudável presente em 18 unidades nas lojas.
Perspectivas para o segundo semestre
No tocante ao restante do ano, Tracanella mencionou alguns desafios relacionados ao calendário comercial. Feriados e as eleições podem impactar o fluxo no varejo durante períodos cruciais como a Copa do Mundo. “Julho foi um mês onde o varejo sentiu muito queda de fluxo.
Vai ser importante a gente isolar esse efeito na análise do resultado”, disse.
Apesar das dificuldades previstas, o executivo se mostrou otimista quanto às perspectivas futuras. Ele apontou o crescente interesse dos consumidores pela prática de atividades físicas e pelo universo wellness como fatores positivos para a marca ao longo do ano.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



