Fedorov pressiona Zelenski por novas eleições presidenciais na Ucrânia

O ex-ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, declarou nesta quarta-feira (19) que a Ucrânia deve retomar o processo eleitoral em busca de novas eleições presidenciais.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em seu pronunciamento, fedorov defendeu veementemente um “mecanismo legal, seguro e realista” para permitir à nação “retomar um processo democrático pleno”, mesmo com os combates ainda ocorrendo no país. A fala do político surgiu após intensos protestos nas cidades ucranianas há mais de um mês, desencadeados por uma reforma governamental liderada pelo presidente Volodymyr Zelensky.
A democracia ucraniana não pode ser refém da Rússia
Fedorov fez duras críticas ao atual governo em vídeo publicado no YouTube sobre o futuro eleitoral nacional. Segundo suas palavras, prolongar a guerra poderia dar poder demais às forças russas para determinar quando e como seria possível realizar novas eleições na Ucrânia.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
“Se a guerra continuar por mais um, dois ou três anos, será que a Rússia poderá efetivamente obter direito de ditar quando os ucranianos poderão escolher seu próprio governo novamente? Estou convencido de que não,” afirmou fedorov.
Ele reforçou ainda sua convicção: “A democracia não pode ser refém da Rússia.”
Obstáculos legais versus complexidade logística
O cenário eleitoral ucraniano enfrenta barreiras significativas tanto no âmbito legal quanto prático. A Constituição do país prevê suspensão das eleições — incluindo as presidenciais e parlamentares – sempre que houver lei marcial decretada, dispositivo acionado em fevereiro de 2022 após o início dos conflitos armados.
As autoridades ucranianas têm insistido repetidamente na impossibilidade jurídica de realizar plebiscitos sob a vigência dessa legislação militar temporária. Em paralelo ao debate político sobre os votos futuros, Zelensky apontou dados preocupantes: milhões de cidadãos fugiram para o oeste do país e para o exterior; além disso, cerca de 20% do território ucraniano está atualmente ocupado pela Rússia.
Reforma ministerial e protestos. A pressão política por mudanças no governo também é um fator que molda o clima interno. Fedorov foi destituído em parte devido a conflitos com Oleksandr Syrsky — Comandante-em – Chefe das Forças Armadas da Ucrânia —, tendo ocorrido seu afastamento oficial na data de 14 de julho pelo presidente Zelensky, durante uma reforma ministral.
Embora reconheça as dificuldades logísticas para organizar os votos – sendo necessário garantir direitos eleitorais aos militares ativos, residentes nas regiões consideradas linha de frente ou cidadãos vivendo fora do país –, fedorov manteve otimismo quanto ao processo democrático.
“Mas complexidade não significa impossibilidade,” concluiu o ex-ministro. Os protestos contra a renúncia dele como chefe ministerial começaram em diversas cidades ucranianas já no dia 16 de julho passado.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



