Febraban e FIN alertam Senado sobre riscos do PL do Agronegócio antes da votação decisiva

Febraban e FIN Apresentam Preocupações ao Senado sobre PL do Agronegócio
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a FIN (Confederação Nacional das Instituições Financeiras) entregaram uma nota técnica ao Senado Federal, expressando alertas sobre o Projeto de Lei que visa repactuar dívidas do agronegócio. O documento, obtido pela CNN Agro, não rejeita a proposta, mas levanta preocupações que, segundo o setor, precisam ser abordadas antes da votação, prevista para o dia 10 de junho.
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O principal argumento dos bancos é que o texto atual é excessivamente amplo, abrangendo muitas operações, beneficiários e fontes de recursos que não deveriam ser alocadas para uma linha extraordinária. O texto menciona: “A amplitude do texto aprovado demanda atenção quanto aos seus reflexos sobre o funcionamento do crédito rural, a previsibilidade das políticas de financiamento do setor, a alocação de recursos públicos, a segurança jurídica dos contratos e os incentivos econômicos gerados pela medida.”
Pontos Críticos Apontados pelas Instituições Financeiras
Propostas de Mudança do Setor Bancário
Risco Fiscal e Tratamento das CPRs
A nota técnica destaca que o custo para a União “pode alcançar magnitude expressiva”, mas não fornece um valor específico. Para o setor bancário, essa falta de avaliação fiscal robusta é um problema, pois sem delimitação precisa do universo elegível e clareza sobre os subsídios implícitos nas taxas, a situação se torna incerta.
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Outro ponto que chamou a atenção foi o tratamento das CPRs financeiras. Os bancos desejam que o enquadramento desses instrumentos seja claramente definido no texto, com critérios objetivos de elegibilidade, evitando assimetria entre operações registradas como crédito rural e passivos constituídos via instrumentos privados.
O setor acredita que os ajustes são essenciais para que o projeto funcione adequadamente, sem comprometer a estrutura do crédito rural e sem gerar distorções que possam impactar a próxima safra.
Leia também
- Inclusão de contratos adimplentes: O projeto permite a renegociação de dívidas em dia até o final de 2025, incluindo a safra 2025/2026, estendendo o benefício a quem não está em “estresse” financeiro.
- Risco de desfalque no Plano Safra: A linha utilizaria recursos do Fundo Social e de superávits do Ministério da Fazenda, o que poderia comprometer a fonte de recursos para o Plano Safra.
- Prejuízos antigos no pacote: O texto abrange dívidas antigas, incluindo aquelas já baixadas como prejuízo, gerando complexidade contábil e jurídica.
- Incentivo à inadimplência: A suspensão de cobranças judiciais e a proibição de negativar devedores durante o programa levantam preocupações sobre os incentivos ao não pagamento de obrigações.
- Definir com clareza quais operações podem ser renegociadas, evitando a mistura de diferentes tipos de crédito sob o mesmo regime.
- Estabelecer critérios cumulativos para os beneficiários, exigindo um nexo direto entre a dificuldade financeira e a dívida a ser renegociada.
- Proteger as fontes do Plano Safra, garantindo clareza sobre limites e separação de funding.
- Assegurar que a suspensão de execuções judiciais e cobranças não prejudique os incentivos ao pagamento e a recuperação de crédito.
- Manter a exigência de certidões regulatórias, garantindo conformidade socioambiental, trabalhista e fiscal das instituições financeiras.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



