Farsul reporta estabilidade nos custos de produção no Rio Grande do Sul em maio

A estabilidade nos custos de produção em maio de 2026, segundo a Farsul, é ofuscada por um aumento de 5,94% em relação ao ano anterior

Lavoura de trigo

Os custos de produção dos agricultores do Rio Grande do Sul mantiveram-se praticamente inalterados em maio de 2026, conforme dados divulgados pela Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul). A entidade atribui essa estabilidade à redução da taxa de câmbio no mês, que favoreceu a diminuição dos preços dos insumos importados, principalmente fertilizantes e defensivos agrícolas.

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Além disso, a queda nos preços do diesel também contribuiu para aliviar as despesas com fretes e operações mecânicas.

Custos Elevados e Comparativo Anual

Apesar da estabilidade observada em maio, a Farsul alerta que os custos de produção ainda permanecem em níveis elevados. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve um aumento significativo de 5,94% nos custos. Essa elevação reflete a pressão contínua sobre os gastos dos produtores rurais, que enfrentam desafios para equilibrar suas contas diante da alta dos insumos.

Outro ponto destacado pela Farsul é a queda nos preços recebidos pelos agricultores em maio, que interrompeu uma sequência de alta registrada nos meses anteriores. Os preços recuaram 1,98% em relação ao mês anterior, sendo os suínos os principais responsáveis por essa diminuição.

Essa situação gera preocupações entre os produtores, que precisam lidar não apenas com custos altos, mas também com a redução de suas receitas.

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Desconexão entre Preços ao Produtor e ao Consumidor

Em um cenário mais amplo, o indicador IIPR (Índice de Preços Recebidos pelos Produtores Rurais) permanece negativo ao longo dos últimos 12 meses, apresentando uma retração acumulada de 7,64%. A Farsul ressalta a importância de observar o descompasso entre os preços pagos aos produtores e aqueles medidos pelo IPCA Alimentos.

Enquanto o IIPR continua sua trajetória de queda anual, o índice de preços ao consumidor segue pressionado.

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A entidade enfatiza que essa pressão inflacionária não se origina no campo, mas sim nas etapas subsequentes da cadeia produtiva e nas dinâmicas macroeconômicas. Essa desconexão traz à tona questões relevantes sobre a sustentabilidade da atividade agrícola e os desafios enfrentados pelos agricultores gaúchos em um mercado cada vez mais competitivo e volátil.

Com esses dados em mãos, a Farsul reforça a necessidade de políticas públicas que possam apoiar os produtores rurais na busca por maior equilíbrio entre custos e receitas. O setor agrícola é vital para a economia gaúcha e nacional, e sua saúde financeira é fundamental para garantir a produção alimentar e o desenvolvimento econômico regional.