Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul intensifica ações contra greening após foco

A força-tarefa da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul visa conter a propagação do greening, com erradicação de plantas e monitoramento intensificado

22/06/2026 08:51

3 min

Doença fúngica em pomar de laranja
Doença fúngica em pomar de laranja

A força-tarefa estabelecida pela Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul intensificou suas ações após a confirmação do primeiro foco de greening (HLB) no estado. Desde a identificação da doença em 8 de junho, foram vistoriados 522 imóveis e eliminadas 201 plantas cítricas na cidade de Palmitinho, localizada no Médio Alto Uruguai.

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Ações de contenção e monitoramento

Equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) e do Ministério da Agricultura e Pecuária estão atuando para impedir a propagação da doença. As ações incluem a erradicação de plantas infectadas, controle do inseto transmissor e monitoramento das áreas adjacentes ao foco identificado.

Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, compareceu à Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa na última quinta-feira (18/6) para fornecer um panorama detalhado sobre as medidas emergenciais adotadas desde a confirmação do caso.

Felcietti informou que o protocolo de emergência foi ativado imediatamente após a detecção do greening. As atividades de fiscalização e erradicação dentro de um raio de 500 metros ao redor do foco já foram finalizadas, enquanto os trabalhos na área de monitoramento que abrange 2,4 quilômetros estão em fase avançada.

O próximo passo envolve a possível extensão da vigilância para municípios vizinhos com o intuito de detectar precocemente novas ocorrências.

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Resultados das vistorias e ampliação das ações

Até o dia 17 de junho, as equipes haviam inspecionado 42 propriedades no raio imediato ao foco da doença. Nesse perímetro, foram erradicadas 178 plantas cítricas e realizadas 100 coletas para análise laboratorial, além de inspecionadas outras 217 árvores sem sintomas visíveis.

No raio ampliado de 2,4 quilômetros, um total de 480 imóveis foi vistoriado, resultando na coleta de 70 amostras e na identificação de 13 propriedades que precisaram eliminar árvores cítricas, somando um total de 23 plantas eliminadas.

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Ricardo Felicetti destacou que a grande quantidade de plantas cítricas em áreas urbanas motivou a ampliação das ações de vigilância. “Observamos muitas plantas cítricas nos pátios das residências, por isso decidimos intensificar o monitoramento nas áreas urbanas e planejamos novas prospecções nas zonas rurais nas próximas semanas”, afirmou.

José Cleber Dias de Souza, superintendente do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, enfatizou que a situação está sob controle e não há motivos para alarme. Ele reiterou que as equipes estaduais e federais continuam trabalhando em coordenação para conter o foco em Palmitinho. “Temos estrutura e pessoal dedicados à contenção da doença.

O Ministério mantém convênios com a Seapi para fortalecer a defesa sanitária vegetal no Estado, seguindo todos os protocolos sistematicamente”, afirmou.

O greening é considerado uma das principais ameaças à citricultura mundial devido à sua natureza incurável. A doença compromete não apenas a produtividade das plantações como também reduz a qualidade dos frutos e pode levar à morte das árvores afetadas.

Portanto, a rápida identificação e eliminação dos focos são essenciais para proteger os pomares no Rio Grande do Sul.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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