Famílias de presos palestinos chocam com protesto contra lei de execução em Israel! Cartazes com prisioneiros e cordas de enforcamento denunciam a medida. Críticas de líderes palestinos e ativistas
Em um ato de forte indignação, familiares de presos palestinos se manifestaram nesta terça-feira, 31 de março de 2026, na cidade de Al-Bireh, na Cisjordânia. O protesto foi realizado em frente à sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, contra a aprovação recente de uma lei pelo Knesset (Parlamento de Israel) que autoriza a execução de palestinos considerados “terroristas” após julgamento em tribunais militares israelenses.
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Os manifestantes exibiram cartazes com ilustrações de prisioneiros vestindo o tradicional lenço keffiyeh, lado a lado com imagens de cordas de enforcamento, carregando a mensagem “Parem a lei de execução de prisioneiros antes que seja tarde demais”.
A situação demonstra a crescente preocupação com o futuro dos presos palestinos e o impacto da nova legislação.
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Líderes palestinos classificaram a medida como extrema e perigosa, com o ativista Qaddura Fares afirmando que a legislação “reflete um desejo de vingança” e não trará mais segurança para Israel. Ele enfatizou que a lei representa um “estado de fraqueza” do governo israelense, em vez de uma demonstração de força.
O presidente da Ordem dos Advogados da Palestina, Fadi Abbas, também se manifestou, descrevendo a lei como “sem precedentes em seu extremismo e racismo” e acusando o governo israelense de tentar intimidar a população palestina e “apagar sua identidade”.
A declaração ressalta a gravidade da situação e o impacto potencial na identidade cultural da comunidade palestina.
Ex-prisioneiros palestinos também participaram do protesto, com Rabah Jaber comparando a nova legislação a medidas adotadas durante o período do Mandato Britânico, especialmente na época da Grande Revolta Árabe na Palestina. Essa comparação busca contextualizar a situação e destacar a recorrência de práticas questionáveis na história da região.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, classificou a lei como um “crime de guerra” e uma “violação flagrante” da 4ª Convenção de Genebra. A reação demonstra a preocupação internacional com a situação e o impacto da lei nos direitos humanos.
Em Israel, a Associação para os Direitos Civis em Israel informou ter acionado a Suprema Corte para tentar suspender a implementação da lei. Essa ação legal representa um esforço para contestar a constitucionalidade da medida e proteger os direitos dos presos palestinos.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.