Família García protesta no Estádio Azteca por desaparecidos antes da Copa do Mundo

Multidão no Estádio Azteca e Luta por Justiça
Com pouco mais de três horas até o início do jogo de abertura da Copa do Mundo, nesta quinta-feira (11), entre México e África do Sul, uma grande quantidade de torcedores vestindo verde já se concentrava nas proximidades do Estádio Azteca. Em meio à atmosfera festiva e aos gritos dos voluntários da Fifa incentivando os torcedores a cantarem “México!
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México!”, uma família se destacou ao exibir um cartaz com as imagens de quatro homens. Oscar, Gregorio, Javier e Omar, todos vestidos com a camisa da seleção mexicana, eram os protagonistas da mensagem.
Abaixo das fotos, a frase impactante: “Onde estão nossos desaparecidos? Onde estão?”. Esta é a indagação que a família García tem feito nos últimos quatro meses. “Estamos aqui [no Azteca] para continuar dando visibilidade aos rostos e nomes de quatro familiares nossos que estão desaparecidos.
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Meu irmão, Óscar García Hernández, e seus três cunhados: Javier, Gregorio e Omar, desapareceram em 3 de fevereiro durante uma viagem em família”, relatou Adriana García, cirurgiã dentista, em entrevista à CNN Brasil.
Manifestações e Luta por Visibilidade
Nas semanas que antecederam o Mundial, diversas manifestações ocorreram, incluindo atos de professores e do coletivo “Madres Buscadoras”, que busca encontrar mexicanos desaparecidos. Adriana, irmã de Omar García, esclareceu que a manifestação da família em frente ao Estádio Azteca não estava ligada a nenhum movimento organizado maior. “Mas é fundamental respeitar as manifestações das ‘Madres’.
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A desaparição de um familiar é algo indescritível. Por isso decidimos gritar para que todos ouçam, por isso estamos aqui”, afirmou.
Julia Hernández de Jesus, mãe de Omar, acompanhava Adriana e segurava um dos cartazes com a imagem do filho. Com a voz embargada, Julia fazia seu apelo enquanto os torcedores se dirigiam aos portões do Estádio Azteca, onde, em poucas horas, começaria a maior celebração do futebol, a Copa do Mundo. “Estamos fazendo nossa voz ser ouvida para que meu filho e seus cunhados sejam encontrados.
Agora que há tanta gente chegando [à Cidade do México], queremos que seus rostos sejam vistos. Não queremos que eles sejam esquecidos”, concluiu Julia, em busca de respostas sobre o paradeiro de seu filho.
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Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



