Fable e Astra reacendem debate: estamos mais perto da inteligência artificial geral?

Álvaro Machado avalia que os modelos ainda não atingiram a AGI, mas um consenso sobre esse marco pode surgir em dois ou três anos nos LLMs.

08/09/2026 14:41

4 min

Inteligência Artificial
Inteligência Artificial

Anthropic e OpenAI apresentaram, nos últimos dias, seus novos modelos de ponta: o Claude Fable 5.1 e o GPT-6 Astra, respectivamente. As duas ferramentas são tratadas como as mais avançadas das empresas e reacenderam o debate sobre a proximidade da Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês.

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Jensen Huang, CEO da Nvidia, parabenizou a OpenAI pelo lançamento e afirmou: “Do ChatGPT ao o 1 e ao Astra em 4 anos. A Inteligência Artificial Geral chegou”. Durante o quadro Prompt CNN no Fechamento de Mercado, do CNN Money, o neurocientista e colunista Álvaro Machado avaliou que Huang tem interesse direto no avanço da AGI, já que a Nvidia fabrica chips usados no treinamento de sistemas de IA.

O que define uma inteligência artificial geral

A inteligência artificial geral é descrita como um sistema com capacidade cognitiva igualável ou superior à humana. Na prática, seria capaz de executar tarefas e aprender por conta própria, sem supervisão.

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O conceito ainda não tem uma definição única. Cada desenvolvedora e especialista pode adotar parâmetros próprios para estabelecer quando uma tecnologia atingiu o nível de AGI.

Machado explicou que essa definição foi refinada nos últimos anos. “Inteligência artificial geral é a inteligência artificial capaz de fazer as atividades que são economicamente relevantes”, afirmou.

Para o neurocientista, os modelos mais recentes ainda não alcançaram esse limite, embora tenham avançado de forma significativa. A principal evolução, segundo ele, está no grau de autonomia apresentado pelos sistemas.

LLMs podem chegar primeiro ao marco

Machado estima que, nos próximos dois ou três anos, deve surgir um consenso social de que a AGI foi alcançada no campo dos modelos de linguagem treinados com dados da internet. Esses sistemas, conhecidos como LLMs, estão por trás de chatbots como ChatGPT, Claude e Gemini.

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O avanço tende a ser mais lento em outras áreas. Nos carros autônomos, por exemplo, a necessidade de precisão absoluta pesa, porque um erro pode provocar consequências físicas graves. As restrições regulatórias também dificultam a evolução.

“A punição pelo erro é gigantesca. Consequentemente, o cuidado para o avanço é muito maior”, disse Machado. A robótica humanoide, por outro lado, foi apontada por ele como o “grande vetor de uma inteligência artificial geral de verdade do futuro”.

Esse setor ainda enfrenta a falta de dados de treinamento suficientes para permitir que os robôs atuem com segurança no mundo físico. Por isso, apesar do potencial, a tecnologia precisa superar obstáculos antes de alcançar o nível de autonomia esperado.

Diferenças entre o Fable e o Astra

Na comparação entre os modelos, Álvaro Machado afirmou que a escolha depende da atividade desempenhada. Em tarefas nas quais o desempenho superior é decisivo, como análises no mercado financeiro, pode compensar pagar pelas inteligências artificiais mais caras.

Já quando a diferença de qualidade entre versões pagas e gratuitas é pequena, o investimento adicional pode não valer a pena. O custo de processamento também diferencia as ferramentas.

O Fable, da Anthropic, não cobra pela releitura de estruturas de dados durante o processamento. O Astra, da OpenAI, adota uma cobrança nesse caso, o que pode fazer do modelo da Anthropic uma alternativa mais econômica em determinados fluxos de trabalho.

Machado também observou que o Astra avançou bastante na execução de tarefas práticas de escritório. Para ele, o modelo da OpenAI segue uma linha mais pragmática, enquanto o sistema da Anthropic aposta em uma abordagem mais cognitiva e sofisticada do ponto de vista do pensamento.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são produzidos com base em cortes de vídeos dos jornais de sua programação. As informações são apuradas e checadas por jornalistas, e a versão final passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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