Inteligência artificial pode apoiar cuidados pré-natais sem substituir médicos, diz especialista

Criada pelo grupo Santa Joana, a Madrinha Joana responde dúvidas, organiza informações e orienta gestantes a buscar atendimento médico quando necessário.

08/09/2026 03:31

3 min

Imagem mostra mulher gestante
Imagem mostra mulher gestante

Uma palestra sobre inteligência artificial nos cuidados pré – natais, realizada na última sexta – feira (4), defendeu que a tecnologia seja usada como apoio durante a gestação, sem substituir o profissional de saúde. A discussão também apresentou uma ferramenta criada para acompanhar as pacientes ao longo de todo o processo.

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Segundo o médico obstetra Dr. Eduardo Cordioli, a inteligência artificial pode ajudar as gestantes a esclarecer dúvidas e a organizar informações, mas deve atuar dentro de limites definidos. A proposta é oferecer suporte para questões do dia a dia, mantendo o atendimento médico como referência.

Como funciona a “Madrinha Joana”

Desenvolvida pelo grupo Santa Joana, a “Madrinha Joana” é direcionada às gestantes. A ferramenta responde perguntas sobre alimentação, registra o histórico da paciente e consegue alertá – la quando existe a necessidade de .

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A iniciativa foi apresentada como uma forma de acompanhar a mulher durante todo o processo, desde as dúvidas que surgem na rotina até situações em que pode ser necessário buscar orientação profissional. O objetivo, segundo a apresentação, é facilitar o acesso a informações sem transformar a IA em substituta do atendimento de saúde.

A ferramenta também foi treinada para reconhecer os próprios limites. Quando a paciente apresenta uma dúvida para a qual não tem resposta segura, a inteligência artificial pode dizer “eu não sei” e orientar que ela procure um médico.

Limites da inteligência artificial na medicina

Esse mecanismo busca evitar que a resposta dada pela tecnologia seja confundida com uma avaliação clínica. A IA pode indicar que determinado sintoma é ““, mas ainda esclarecer que não pode fornecer um diagnóstico.

Para Dr. Eduardo Cordioli, o uso da inteligência artificial não precisa ficar restrito às informações clínicas. Perguntas relacionadas ao conforto e à preparação para o parto também podem ser encaminhadas à ferramenta, desde que não dependam de uma decisão médica.

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Como exemplo, o médico citou a dúvida: “Que tipo de roupa eu tenho que levar no dia do parto?”. Na avaliação dele, esse tipo de pergunta pode ser respondido pela tecnologia e ajuda a reduzir a sobrecarga dos profissionais em questões que não exigem diagnóstico ou conduta clínica.

“São perguntas de conforto. Isso a inteligência artificial responde e tira a ”, acrescentou o profissional. A palestra reforçou, assim, a ideia de que a ferramenta deve complementar o cuidado pré – natal, com reconhecimento explícito dos momentos em que a gestante precisa procurar um médico.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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