Fábio Yanaguita defende Redata, mas alerta sobre riscos para investimentos em data centers no Brasil

Fábio Yanaguita, da Scala Data Centers, elogia o Redata, mas alerta sobre critérios que podem desestimular investimentos em infraestrutura digital no Brasil

25/05/2026 23:41

3 min

Fábio Yanaguita defende Redata, mas alerta sobre riscos para investimentos em data centers no Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Defesa do Redata por Fábio Yanaguita

Fábio Yanaguita, diretor de energia da Scala Data Centers, elogiou o Redata, um programa do governo federal que visa incentivar investimentos em data centers no Brasil. Ele destacou que essa iniciativa representa uma sinalização estratégica de que o país reconheceu a importância da infraestrutura digital.

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No entanto, Yanaguita expressou preocupações sobre as discussões em torno dos critérios de adicionalidade energética, alertando que exigências excessivas podem desestimular investimentos no setor.

Em uma entrevista ao programa Alta Voltagem, da CNN Infra, o executivo enfatizou que o Brasil ainda precisa mostrar ao mercado global sua capacidade de receber grandes projetos de processamento de dados, além de garantir segurança para investidores e consumidores. “O Redata não dá exclusividade, não separa e traz um programa de país.

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Vejo o Redata como uma ótima sinalização do governo que entendeu que é uma infraestrutura crítica e estratégica para o país”, afirmou.

Ambiente institucional e críticas ao MP 1.307/25

Yanaguita argumentou que o programa contribui para a criação de um ambiente institucional mais claro para a expansão da infraestrutura digital no Brasil, estabelecendo contrapartidas para empresas que desejam investir no setor. Contudo, parte do mercado criticou dispositivos da MP 1.307/25, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que permite que empresas em Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) utilizem exclusivamente energia renovável de novas usinas.

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Esse tema gerou controvérsias, pois é visto como uma vantagem para uma única empresa e introduz o critério de adicionalidade, que exige que novos empreendimentos associados a data centers gerem energia limpa adicional para seu próprio consumo. Yanaguita se opôs a essa abordagem, especialmente em um momento em que o sistema elétrico brasileiro já enfrenta uma sobreoferta estrutural de energia, levando a cortes de geração impostos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Implicações para investimentos em infraestrutura digital

O executivo alertou que a imposição de novos requisitos pode afastar data centers do Brasil. “Quanto mais requisitos e direcionamento quisermos dar, mais a gente espanta os data centers do Brasil”, disse. Ele destacou que a sobreoferta de geração no país torna desnecessário obrigar as empresas a construir mais capacidade para atender seu consumo, o que poderia agravar o problema do “curtailment” e aumentar os custos da infraestrutura.

Yanaguita também afirmou que o setor de data centers não busca subsídios do setor elétrico, frequentemente considerados como um fator de pressão sobre as tarifas dos consumidores. “O setor de data centers não precisa de subsídios do setor elétrico, mas precisa de uma política de país”, ressaltou.

Apesar de não fazer previsões sobre a aprovação do programa, ele acredita que os investimentos ocorrerão independentemente da tramitação do Redata, que funcionaria como um catalisador para a expansão do setor no Brasil.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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