Extrema Direita Global: Medo e Estratégias para Desestabilizar Democracias em 2026

Extrema Direita: Ameaça Global que se Espalha! 🚨 Análise urgente sobre a onda de direita que busca minar direitos e desestabilizar democracias. Participaram

21/05/2026 15:58

4 min

Extrema Direita Global: Medo e Estratégias para Desestabilizar Democracias em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Ameaça da Extrema Direita: Uma Análise Global em 2026

Uma onda de extrema direita global tem ganhado força, explorando o medo, a insegurança e as frustrações sociais para minar direitos que foram conquistados ao longo do tempo – e até mesmo para usar essas questões em campanhas eleitorais. Essa preocupação foi central em uma mesa de debates realizada em São Paulo, no dia 15 de junho de 2026, durante a conferência internacional “Good Night, Far Right – A Saída é Pela Esquerda”, organizada pela Fundação Rosa Luxemburgo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mesa reuniu especialistas de diversos países, incluindo Esperanza Martínez, ex-ministra da Saúde do Paraguai e líder do Partido Participação Cidadã, a ativista e escritora indiana Kavita Krishnan, e a ex-deputada federal Aurea Carolina (Psol-MG).

A mediação foi feita por Cristiane Gomes, coordenadora de projetos da Fundação Rosa Luxemburgo no Brasil e Paraguai. O objetivo era analisar as estratégias utilizadas por grupos de extrema direita para desestabilizar democracias e promover agendas conservadoras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estratégias da Extrema Direita: O Medo como Ferramenta

As participantes da mesa concordaram que a extrema direita internacional tem se mostrado habilidosa em criar uma linguagem política simples e emocionalmente poderosa. Essa linguagem é usada para mobilizar pessoas, especialmente em torno de questões relacionadas à segurança pública, moralidade e costumes. “O medo é a palavra-chave”, afirmou Esperanza Martínez, referindo-se ao aumento da militarização no Paraguai após eventos em 2012, quando governos conservadores começaram a usar o combate ao tráfico de drogas e a chamada “ideologia de gênero” como ferramentas para mobilizar a população.

Martínez destacou que a extrema direita conseguiu criar uma linha de comunicação clara e direta, que atinge as bases sociais e populares. Ela enfatizou que a esquerda historicamente teve dificuldades em competir com essa abordagem, permitindo que a extrema direita definisse o debate sobre segurança pública como sinônimo de repressão e militarização, sem abordar as causas estruturais da violência.

Leia também

Críticas à Abordagem da Segurança Pública

Kavita Krishnan, ativista indiana, criticou a forma como a extrema direita global aborda a questão da segurança pública, argumentando que ela busca destruir a própria noção de direitos universais e tornar a democracia um valor desacreditado. Segundo ela, as lideranças de direita compartilham uma lógica política comum, baseada na negação da universalidade dos direitos e na defesa de modelos nacionalistas e autoritários.

Krishnan alertou para o fato de que esses governos não se preocupam em aparentar compromisso democrático. Ela criticou setores da esquerda internacional que relativizam violações de direitos em nome de uma suposta “multipolaridade” geopolítica, argumentando que existe uma convergência internacional entre governos autoritários interessados em substituir direitos universais por projetos nacionalistas e civilizacionais.

A Extrema Direita no Brasil: Uma Ofensa Permanente

Aurea Carolina, ex-deputada federal, analisou a atuação da extrema direita no Brasil, descrevendo-a como “coordenada e pulverizada” no cotidiano, especialmente nos legislativos municipais. Ela apontou que a extrema direita disputa pautas ligadas à cultura, sexualidade, drogas e segurança pública, promovendo uma ofensiva permanente contra direitos sexuais e reprodutivos, manifestações culturais periféricas e políticas sociais.

Carolina destacou o avanço de setores conservadores sobre espaços como os conselhos tutelares e alertou para projetos de criminalização do funk e endurecimento das políticas de drogas nos municípios. Ao abordar a segurança pública, ela mencionou a ocorrência de violência no Rio de Janeiro em 2025, que resultou em mais de 120 mortes, e argumentou que, apesar da barbárie, a população não se afastou da ideia de que essa é a solução para os problemas de segurança.

Reconstruindo a Resposta à Segurança Pública

Para Aurea Carolina, a esquerda ainda não conseguiu construir uma resposta simples e concreta para o tema da segurança pública. Ela defendeu que a esquerda deve voltar a investir em políticas de proximidade, serviços comunitários e iniciativas capazes de responder a demandas imediatas da população.

Ela citou o debate sobre enfrentamento à violência contra as mulheres, que tem conseguido atravessar a polarização política e sensibilizar setores mais amplos da sociedade.

A parlamentar ressaltou a importância de disputar o orçamento e o desenho das políticas públicas a partir de práticas comunitárias, e mencionou experiências locais como laboratórios para políticas públicas mais amplas, inclusive em cooperação internacional entre governos e organizações populares.

Ela defendeu a eleição de parlamentares para os legislativos municipais como uma prioridade.

Conclusão: A Luta por Direitos Universais

A conferência “Good Night, Far Right – A Saída é Pela Esquerda” evidenciou a importância de compreender as estratégias da extrema direita e de construir uma resposta sólida em defesa dos direitos humanos. A defesa de direitos universais, segundo as participantes, também é uma luta pela democracia e pela construção de um mundo mais justo e igualitário.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!