Exportações brasileiras de algodão crescem 21,8% em julho de 2026, totalizando 155 mil toneladas

O crescimento nas exportações de algodão sinaliza um ciclo promissor para o setor, com expectativas de aumento significativo nos embarques nos próximos meses.

10/08/2026 14:50

3 min

Fardos de algodão embalados em um campo de algodão em Luis Eduardo Magalhães (BA)
Fardos de algodão embalados em um campo de algodão em Luis Eduar...

As exportações brasileiras de algodão atingiram 155 mil toneladas em julho de 2026, marcando um crescimento de 21,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), vinculada ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

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A receita gerada com esses embarques alcançou US 262,4 milhões, representando um avanço de 27,2% na comparação anual.

O preço médio do algodão exportado foi de US 1,70 por quilo FOB, o que indica um aumento de 4,5% sobre julho de 2025. Para Dawid Wajs, presidente da Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão), esse resultado é um bom sinal para o início do novo ciclo, mesmo com a disponibilidade reduzida do produto no começo da temporada.

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Expectativas para a colheita

Wajs destacou que encerraram o último ano – safra, que vai de julho a junho, com um volume recorde nas exportações. Segundo ele, é normal que julho comece em um ritmo mais lento devido aos estoques não serem tão robustos e à menor quantidade de algodão disponível.

No entanto, este foi o segundo melhor julho registrado na série histórica.

A expectativa para os próximos meses é positiva, com um aumento nos embarques impulsionado pela colheita e pelo beneficiamento do algodão. Embora a colheita tenha iniciado com atraso, ela já apresenta um ritmo mais alinhado às médias históricas, o que deve ampliar a oferta disponível para exportação. “A tendência é vermos volumes mais expressivos a partir de setembro”, afirmou Wajs.

Principais mercados compradores

Bangladesh se destacou como o principal destino do algodão brasileiro em julho, respondendo por 19,3% dos embarques. O Vietnã ficou em segundo lugar com 17,7%, seguido pela Turquia com 17,3% e pelo Paquistão com 14,5%. Outros países como Índia (9,6%), Indonésia (8,8%), Malásia (3,4%) e China (3,3%) também tiveram uma participação significativa nas compras.

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A participação da Índia no mercado ocorre em um momento em que há uma abertura temporária para isenção tarifária nas importações de algodão. Contudo, a Anea avalia que esse benefício terá impacto limitado no curto prazo devido ao tempo necessário para transporte até o mercado indiano e à escassez inicial do produto nesta temporada.

Papel do algodão nas exportações brasileiras

No mês passado, o algodão representou 0,77% das exportações totais do Brasil e ocupou a 22ª posição entre os produtos vendidos ao exterior. Quando se analisam apenas as exportações agropecuárias, essa fibra correspondeu a 3,35% das vendas externas e ficou na quarta posição no ranking desse setor.

Com a projeção de aumento na oferta da nova safra de algodão, o setor se prepara também para atender uma demanda crescente em relação à infraestrutura logística. A Anea informa que já estão sendo realizadas articulações entre exportadores e representantes dos setores público e privado para acompanhar esse crescimento esperado nos embarques. “Temos pela frente uma safra com bom volume e uma expectativa alta”, concluiu Wajs.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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