Executivos dos EUA, incluindo Elon Musk, tentam reaproximar-se da China em cúpula em Pequim
Executivos dos EUA, incluindo Elon Musk e Jensen Huang, buscam fortalecer laços com a China em cúpula em Pequim, mas resultados ainda são incertos.
Executivos dos EUA Buscam Reaproximação com a China em Cúpula em Pequim
Com um tratamento especial, incluindo tapete vermelho, selfies e uma abordagem de diplomacia culinária, os principais executivos dos Estados Unidos, como Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia, tentaram fortalecer os laços comerciais com a China durante uma cúpula em Pequim.
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No entanto, ao deixar a cidade nesta sexta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não trouxe clareza sobre os resultados da cúpula para a delegação empresarial que o acompanhou.
A delegação, que incluía representantes de empresas como Apple, Meta, Boeing, Cargill e Goldman Sachs, destacou a relevância do mercado chinês, mesmo em meio a relações políticas tensas que envolvem comércio, inteligência artificial e questões geopolíticas.
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Diferentemente da cúpula de 2017, que contou com uma delegação maior e acordos avaliados em US$ 250 bilhões, o foco desta visita foi promover boa vontade política, conforme apontam analistas.
Expectativas e Resultados da Cúpula
Feng Chucheng, fundador da Hutong Research, uma consultoria estratégica em Pequim, comentou: “Eu não usaria o tamanho dos negócios para medir o resultado da cúpula. A prioridade principal é estabelecer um ‘piso’ acordado para o relacionamento bilateral e garantir proteções para evitar uma escalada inesperada.” Alguns executivos pretendem permanecer na China para reuniões com autoridades, e novos anúncios de negócios podem surgir nos próximos dias.
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Embora um acordo tenha sido mencionado por Trump, ainda não há um anúncio oficial. O que foi discutido parece ser inferior às expectativas, com menos de 500 unidades, em comparação com os 300 aviões adquiridos durante a visita de 2017. Além disso, a China ainda não concedeu permissão para a venda do chip de IA H200 da Nvidia, que foi liberado pelos EUA para algumas empresas chinesas.
Reações e Atmosfera da Cúpula
Questionado pela Reuters sobre os acordos e o impasse do chip H200, Huang respondeu apenas que “eu amo a China, me diverti muito”. Inicialmente, o CEO da Nvidia não estava na lista da Casa Branca, mas se juntou à comitiva após ser pego por Trump no Alasca a caminho de Pequim, gerando esperança de que a viagem pudesse resultar em avanços nas vendas do chip de IA.
Durante a visita, Huang explorou Pequim, observando artistas de rua e visitando um bar que frequentou em uma viagem anterior. Han Shen Lin, diretor da consultoria The Asia Group, ressaltou que “a cúpula tem muito mais a ver com a atmosfera positiva do que com os resultados, ou pelo menos com o que a China reconhecerá oficialmente”.
Após uma segunda reunião com Xi, Trump deixou Pequim e retornou aos EUA.