Ex-governador Castro e Ricardo Magro no centro de operação contra fraude fiscal
Ex-governador Cláudio Castro é investigado em operação contra fraude fiscal! 🚨 Polícia Federal aponta esquema com Ricardo Magro e Refit. STF autoriza buscas e
Ex-governador do Rio Envolvido em Operação Contra Fraude Fiscal
A Polícia Federal (PF) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-governador do Rio de Janeiro (PL), Cláudio Castro, teria atuado em benefício de Ricardo Magro, proprietário do conglomerado Refit, como parte da investigação da operação Sem Refino.
A operação, iniciada nesta sexta-feira (15 de maio de 2026), investiga um esquema de fraude fiscal no setor de combustíveis.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, autorizou buscas e apreensões em 16 endereços, incluindo os de Castro e do empresário Ricardo Magro, que se encontra foragido. A Interpol foi notificada para incluir Magro na lista de procurados internacionalmente.
Além disso, o STF determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas. A PF aponta que a Refit, responsável por uma dívida tributária de R$ 10 bilhões com o estado do Rio, teria se beneficiado de ações do governo Castro.
“Lei Ricardo Magro” e Atuação do Governo
A investigação destaca a chamada “Lei Ricardo Magro”, sancionada em outubro de 2025, que permitia o parcelamento de dívidas tributárias da Refit, reduzindo-as em até 95%. Essa legislação surgiu um mês após a interdição das atividades da Refit e a retenção de combustíveis importados, em decorrência da operação Cadeia de Carbono, que envolve a ANP e a Receita Federal.
A PF alega que o governo de Cláudio Castro atuou como uma “advocacia dos interesses da Refit”, buscando na Justiça a retomada das operações da empresa, mesmo diante de indícios de irregularidades e fraudes fiscais. A representação aponta para um engajamento multiorgânico do governo em prol do conglomerado.
Viagens a Nova York e Contradições
O inquérito também menciona viagens de Cláudio Castro e de secretários estaduais para Nova York, patrocinadas pela refinaria. Segundo as investigações, Castro buscava encontros com autoridades norte-americanas para discutir o combate ao crime organizado no Brasil, mas também se reunia com Ricardo Magro, descrito pela PF como “líder de uma organização criminosa voltada à dilapidação do erário fluminense”.
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A representação destaca a atuação contraditória do ex-governador, que, ao mesmo tempo, buscava soluções para o setor de combustíveis, também defendia os interesses do conglomerado Refit. A investigação completa o quadro de irregularidades e possíveis crimes fiscais.