Ex-assessor do STJ, Márcio Toledo, é indiciado em operação da PF e trama com empresário!

Ex-assessor do STJ, Márcio Toledo, é alvo de operação da PF! Suspeito de esquema de venda de decisões judiciais. Ministro Zanin autoriza investigação desde 2024

A Polícia Federal (PF) executou, na manhã de terça-feira, 31 de março de 2026, um mandado de busca e apreensão contra Márcio José Toledo Pinto, ex-assessor do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais.

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A operação, autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre em um contexto de investigação que remonta a novembro de 2024.

Investigação e Passagens de Toledo Pinto

Toledo foi desligado do cargo em setembro de 2025, após uma sindicância interna no STJ. Em fevereiro de 2026, a Polícia Federal o indiciou formalmente. A defesa do ex-assessor ainda não teve acesso aos detalhes do caso, conforme informado ao Poder360.

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A investigação busca evidências de que Toledo teria atuado para dificultar as apurações sobre o esquema.

Acusações e Evidências Apontadas

Segundo o relatório da PF, Toledo teria articulado com o empresário Anderson Gonçalves a antecipação de decisões judiciais do STJ. Os investigadores alegam que os envolvidos praticavam crimes como corrupção, exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e organização criminosa.

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A corporação ressaltou que os indícios apontam para uma atuação individual de funcionários do gabinete de ministros, sem comprovação da participação dos próprios magistrados.

Prorrogação do Prazo de Investigação

Em 24 de fevereiro, o ministro Cristiano Zanin concedeu à Polícia Federal um prazo de 30 dias para concluir as investigações, que iniciaram em novembro de 2024. Zanin autorizou sucessivas prorrogações desse prazo, solicitando um relatório conclusivo da PF, com foco nas hipóteses investigativas envolvendo Anderson Gonçalves.

Situação de Anderson Gonçalves

Anderson Gonçalves, apontado como chefe do esquema, foi preso preventivamente em novembro de 2024. Posteriormente, em julho de 2025, o Instituto Médico Legal (IML) identificou um risco à saúde do empresário, devido à perda rápida de peso, o que levou a uma nova prisão preventiva em dezembro de 2025.

A defesa de Gonçalves questiona a necessidade da custódia, alegando que o laudo do IML permanece válido.