EUA já têm tropas no Oriente Médio para atacar o Irã em até 96 horas após ordem de Trump

Oficiais dizem que a decisão de Trump pode sair até o fim do ano, mais provavelmente após as eleições de meio de mandato, e os alvos incluem radares.

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Soldados do Exército dos EUA realizam treinamento com sistemas aéreos não tripulados em abril de 2026.

As forças dos Estados Unidos no Oriente Médio estão preparadas para lançar novas operações militares contra o Irã, potencialmente de grande porte, “dentro de 96 horas após receberem” uma ordem do presidente Donald Trump, de acordo com dois oficiais americanos.

Já há tropas suficientes implantadas na região para executar os possíveis ataques, afirmaram as fontes. A ofensiva iria além de “aparar o gramado”. A ideia é atingir radares, lançadores e outros ativos iranianos que podem ser reconstituídos rapidamente, como vem ocorrendo desde que Trump interrompeu as operações de combate plenas no início deste ano.

Ataques podem ocorrer antes do fim do ano

Um dos oficiais resumiu a missão à CNN com uma frase curta: “Será um grande esforço”. Outros oficiais americanos, atuais e antigos, que acompanham as discussões internas de planejamento militar, pensam da mesma forma. Alguns deles afirmam que a questão não é se Trump dará a ordem, mas quando.

Eles avaliam que a decisão pode chegar a qualquer momento até o fim do ano, embora o cenário mais provável seja depois das eleições de meio de mandato nos EUA. Oficiais dizem que Trump ainda não definiu o que fará após o pleito, mas parece inclinado a uma ação de grande escala. Eles lembram, porém, que o presidente já pareceu caminhar para certas ações e recuou no último momento.

Os militares também reconhecem obstáculos. As forças iranianas agora conhecem melhor as táticas americanas, o que tornaria mais difícil destruir todos os alvos pretendidos. Ainda assim, líderes do Comando Central dos EUA e do Pentágono montaram uma ampla lista de alvos, que inclui infraestrutura energética iraniana, instalações militares e instalações nucleares.

A Casa Branca se recusou a comentar.

Um alto funcionário do Pentágono respondeu à CNN por meio de nota: “O Departamento é uma organização de planejamento, e seu trabalho é desenvolver e executar opções militares ordenadas pelo presidente.”

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Irã e Houthis avaliam retaliação imediata

Avaliações recentes da inteligência americana indicam que o Irã e os rebeldes Houthis levam a sério a chance de novos ataques dos EUA e, possivelmente, de Israel, segundo duas fontes com acesso ao tema. Se as operações acontecerem, Teerã e os Houthis devem reagir de imediato, mirando pessoal e instalações americanas na região e, potencialmente, fora dela.

Um memorando não classificado de 23 de outubro, enviado pelo Diretor de Inteligência Nacional Jay Clayton ao Secretário de Estado Marco Rubio, afirma que o “Irã aumentou substancialmente os esforços para ter como alvo pessoal dos EUA”. O texto diz ainda que os planos “atingiram estágios avançados tanto no Oriente Médio quanto em certos outros países”, como a CNN já havia noticiado.

Autoridades acreditam que Irã e Houthis dificilmente lançarão ataques preventivos contra americanos ou contra Israel neste momento, mas não hesitariam em responder caso sejam atacados primeiro. Por isso, os EUA devem seguir retirando discretamente pessoal de suas embaixadas no Oriente Montedio nos próximos dias, disse uma das fontes.

Embora a Embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita, seja a única instalação diplomática americana na região sob ordem de saída, outras devem receber diretivas semelhantes. Quem não receber terá o efetivo reduzido por meio de um limite de pessoal, disse uma fonte à CNN.

Militares americanos não essenciais que seriam enviados na próxima rotação de tropas foram avisados de que não serão mais deslocados, segundo um oficial americano, o que reforça a possibilidade de uma escalada regional iminente.

Cooper visita Ormuz enquanto bloqueio segue

O Almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, visitou o Estreito de Ormuz no domingo. Enquanto isso, as forças militares dos EUA mantêm o bloqueio aos portos iranianos e ajudam o tráfego de embarcações pela importante via navegável.

Durante um sobrevoo de helicóptero, Cooper “observou o ambiente operacional atual”, informou o CENTCOM. Ele também se reuniu com militares que limparam a via navegável de minas iranianas. “Continuamos a caminhar lado a lado com nossos parceiros do Golfo e com a indústria de navegação”, disse Cooper em comunicado à imprensa. “Esta visita reforça nosso forte compromisso com a continuidade da liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz.”

Mesmo com mais petroleiros cruzando o estreito, os preços do petróleo seguem altos, em parte pelo temor de ataques iranianos. Um funcionário americano reconheceu que o status quo na região é “insustentável” a longo prazo. Sem um avanço diplomático de última hora, isso pode levar Trump a recorrer a ações militares, apesar de dúvidas sobre se a Casa Branca tem uma estratégia mais ampla para encerrar o conflito.

Netanyahu pressiona por ataque e Trump pede espera

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu tem pressionado por novos ataques ao Irã. Autoridades americanas, porém, pediram a ele que adie a ação até que o governo Trump tenha condições de conduzir operações conjuntas, segundo dois funcionários americanos e uma fonte de segurança israelense.

“Netanyahu realmente queria e tentou convencer Trump a realizar um ataque conjunto ao Irã antes das eleições, e Trump não deu sinal verde”, disse a fonte de segurança israelense à CNN. Uma das razões para a recusa, segundo a mesma fonte, foi o alerta do chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, ao general americano Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto.

Zamir teria dito que a ação prejudicaria as eleições em Israel e levaria ao seu adiamento.

Israel chegou a se preparar para novos ataques na última semana ou mais e fez lobby junto a funcionários americanos, disse uma terceira fonte à CNN. Altos funcionários, incluindo o próprio Trump, pediram que Israel aguardasse, o que sinalizou operações conjuntas em breve.

Israel parece ter adiado os planos imediatos, mas segue preparado para possíveis operações com os EUA, provavelmente após as eleições de meio de mandato americanas, disseram todas as fontes.

Uma fonte acrescentou que Israel aceitou adiar em parte porque precisa do apoio americano na defesa antimíssil. Irã e Houthis provavelmente revidariam qualquer ataque, e as munições defensivas israelenses vêm sendo pressionadas durante a guerra. Avaliações americanas recentes também apontam que Netanyahu e seus aliados ainda não têm um objetivo estratégico claro, além de exibir algum “progresso” e seguir degradando o regime iraniano.

Em discurso na cerimônia de formatura das FDI, Netanyahu afirmou que sua diretriz para as FDI, o Mossad e outros ramos de segurança é derrubar o regime no Irã. “Os planos estão prontos, aguardando a aprovação de Trump, poderia ser após as eleições de meio de mandato”, disse a mesma fonte à CNN.

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