EUA e China buscam novos acordos após diálogo com Xi Jinping e Boeing

Diálogos EUA-China revelam frustrações! Acordos iniciais ficam aquém das expectativas. Xi Jinping busca estabilidade econômica global

(Imagem de reprodução da internet).

Diálogos entre EUA e China Revelam Expectativas Não Cumpridas e Acordos em Fase Inicial

Após a visita do presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, e as conversas com o presidente chinês Xi Jinping (PCCh), o Ministério das Relações Exteriores da China manteve uma postura cautelosa, evitando confirmar publicamente detalhes dos encontros.

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O porta-voz Guo Jiakun apenas ressaltou a importância dos laços comerciais entre os países, descrevendo-os como “mutuamente benéficos”. O principal resultado do primeiro dia das negociações foi o anúncio da compra de 200 aviões da Boeing pela China, embora a encomenda tenha ficado abaixo da expectativa inicial de 600 aeronaves.

Guo Jiakun enfatizou que os laços econômicos e comerciais entre China e EUA são baseados em uma lógica de “ganha-ganha”, necessitando que ambos os lados atuem de acordo com os entendimentos alcançados entre os líderes. Ele defendeu a necessidade de injetar mais estabilidade na cooperação econômica e comercial bilateral, impactando positivamente a economia mundial.

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A declaração buscou tranquilizar o mercado diante das incertezas geradas pelas recentes mudanças políticas.

Detalhes dos Acordos e Negociações

Durante a visita, o presidente norte-americano também concordou em adquirir entre 400 e 450 motores da GE Aerospace, embora essa negociação não tenha sido oficialmente confirmada pela China. O CEO da GE Aerospace, , participou da comitiva dos EUA, demonstrando o interesse contínuo das empresas americanas no mercado chinês.

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Ambos os lados concordaram em explorar áreas de colaboração, como a agricultura, com entendimentos sobre a prioridade de restaurar a paz e a estabilidade na região do Golfo e do Oriente Médio, especialmente no setor de petróleo.

Sinais de Abertura e Desafios Geopolíticos

Apesar da ausência de anúncios formais de acordos, houve sinais de abertura e disposição para cooperação. Em um pronunciamento na quinta-feira (14.mai.2026), Xi Jinping afirmou que a China incentivaria empresas estrangeiras a investir no país, e que as empresas norte-americanas poderiam se beneficiar dessa iniciativa.

Trump, por sua vez, declarou que a China estava disposta a investir bilhões em empresas de tecnologia dos EUA, demonstrando um otimismo cauteloso em relação ao futuro das relações bilaterais.

No âmbito geopolítico, a questão de Taiwan continuou sendo um ponto de tensão. Xi pressionou Trump para que os EUA se afastassem da ilha, mas não obteve uma resposta satisfatória. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a situação em torno de Taiwan ainda era complexa, enquanto Trump adotou um tom positivo sobre os resultados da visita, destacando a importância da China como um dos mercados mais dinâmicos do mundo.

Durante o segundo dia de reuniões, Trump visitou o Zhongnanhai, sede do governo central e do Partido Comunista da China, onde Xi o elogiou como um “milagre”, reconhecendo a China como um dos países mais importantes do mundo.