EUA dizem que estarão envolvidos no diálogo político na Venezuela

Secretário de Estado Marco Rubio afirmou que as conversas entre o governo de Delcy Rodríguez e parte da oposição devem começar na primeira semana de agosto.

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Um manifestante segura um cartaz enquanto o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, presta depoimento durante uma audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado, em Washington, DC, em 28 de janeiro de 2026 | Foto: Reprodução
Um manifestante segura um cartaz enquanto o Secretário de Estado...
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O governo dos Estados Unidos afirmou que estará “muito envolvido” no diálogo político na Venezuela, previsto para começar na primeira semana de agosto de 2026.

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Em entrevista na base aérea de Andrews nesta segunda-feira (20), antes de viajar às Filipinas, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou as negociações como uma notícia muito positiva e um avanço importante para a estabilidade do país.

Início das conversas

Rubio disse acreditar que os primeiros encontros oficiais vão ocorrer na primeira semana de agosto. Ele considerou o acordo muito relevante, mas ressaltou que será preciso acompanhar sua evolução.

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Apesar do otimismo de Washington, nenhuma autoridade venezuelana confirmou o papel direto de funcionários americanos nas conversas. A data citada por Rubio coincide com o cronograma divulgado na semana anterior pela presidenta interina, Delcy Rodríguez, e por um grupo de ex-deputados da Assembleia Nacional eleita em 2015, que formalizaram uma agenda conjunta de trabalho.

Reconstrução e economia

Segundo o comunicado, publicado em 14 de julho, o plano conjunto pretende fortalecer a democracia depois das consequências do duplo terremoto que atingiu o país. O texto destaca como prioridades a reconstrução das áreas afetadas, a manutenção da estabilidade social e a recuperação econômica, depois de mais de dez anos de sanções financeiras.

Limites constitucionais

Setores da oposição pedem a realização imediata de eleições presidenciais, mas a situação jurídica do país é inédita desde 3 de janeiro de 2026, quando Nicolás Maduro foi capturado por forças dos Estados Unidos e levado ao país.

Juristas ouvidos pelo Brasil de Fato apontam que o episódio coloca a Venezuela numa condição única diante de sua Constituição. Pelo artigo 233, eleições antecipadas só ocorrem em caso de falta absoluta do presidente, como morte ou renúncia, entre outras hipóteses previstas. Diante do vácuo, o Tribunal Supremo de Justiça determinou que a então vice-presidenta assumisse interinamente.

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Como o mandato presidencial vai até 2031, segundo essa interpretação, apenas ela ou a Assembleia Nacional poderiam convocar um novo pleito antes dessa data.

Sanções

Enquanto as conversas avançam em busca de reconciliação nacional, tema citado por Rubio, Delcy Rodríguez segue trabalhando pela retirada das sanções econômicas. O objetivo é recuperar ativos como a Citgo, empresa que esteve no centro de disputas judiciais nos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Donald Trump.

O chavismo mantém a estratégia de autogestão territorial e de fortalecimento das comunas, buscando proteger o processo político de possíveis retrocessos, independentemente de quando o calendário eleitoral for definido.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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