EUA designam Comando Vermelho e PCC como terroristas; Brasil busca reverter decisão de Trump

EUA designam Comando Vermelho e PCC como terroristas. Mario Sarrubbo pede ação do Itamaraty e destaca a importância do diálogo diplomático.

31/05/2026 02:31

2 min

EUA designam Comando Vermelho e PCC como terroristas; Brasil busca reverter decisão de Trump
(Imagem de reprodução da internet).

Classificação de Grupos como Terroristas pelos EUA

O Departamento de Estado dos EUA designou o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como “Terroristas Globais Especialmente Designados”. O ex-secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, defendeu que o Itamaraty deve agir rapidamente para tentar reverter essa decisão do governo Trump.

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Em entrevista ao CNN 360º na última sexta-feira (29), Sarrubbo destacou a tradição diplomática brasileira, que, segundo ele, é “sempre muito competente e muito pragmática”. Ele expressou a esperança de que a diplomacia brasileira entre em ação e inicie um diálogo com autoridades americanas para reverter ou, ao menos, amenizar a situação.

Análise da Decisão

Sarrubbo avaliou que essa decisão pode ser um “movimento meramente político, um aceno à extrema direita latino-americana”. Ele sugeriu que, se essa for a intenção, ainda que grave, seria o cenário menos prejudicial, considerando o interesse do Brasil em combater o crime organizado e manter estruturas de cooperação internacional.

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O ex-secretário também mencionou a possibilidade de uma contrapartida diplomática, embora tenha ressaltado que essa não é a tradição do Brasil. Ele enfatizou a necessidade de observar o fluxo de armamentos e fuzis que vêm dos Estados Unidos para o Brasil, apontando que não há ações do governo americano para coibir essa situação, que resulta em armamentos que alimentam facções criminosas em todo o país.

Preferência pelo Diálogo

Ao final, Sarrubbo reiterou sua preferência pelo diálogo como solução. “Eu quero crer que nós vamos pelo caminho pragmático do diálogo e procurando manter as estruturas que são muito eficientes hoje”, afirmou, enfatizando a importância de uma abordagem diplomática na resolução desse impasse.

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Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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