EUA classificam PCC e CV como terroristas: impacto no sistema financeiro brasileiro e no Pix!

Classificação do PCC e CV como Grupos Terroristas pelos EUA
Com a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como grupos terroristas, que entrará em vigor na próxima sexta-feira (5), surge a preocupação sobre a associação do SFN (Sistema Financeiro Nacional) e das tecnologias bancárias brasileiras, especialmente o Pix, ao financiamento dessas organizações.
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Embora o sistema de pagamentos não tenha sido mencionado diretamente em comunicados oficiais do governo americano sobre terrorismo, o Palácio do Planalto declarou que medidas unilaterais podem impactar “nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”.
A ferramenta de transferências instantâneas já se tornou um ponto de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. No último ano, durante as disputas comerciais da era Trump, o governo americano incluiu a inovação brasileira em uma investigação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos).
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Essa investigação continua em andamento, mesmo com as negociações entre os dois países, e deve ser concluída nos próximos meses.
Implicações do Pix na Discussão
De acordo com Fabio Coimbra, conselheiro de administração independente e especialista em governança, o Pix em si não deve ser visto como um problema pelas autoridades norte-americanas, mas sim seu uso potencial para atividades ilícitas. Ele ressalta que, como qualquer meio de pagamento, o Pix requer governança, rastreabilidade, PLD/FT (Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo), além de mecanismos antifraude e identificação do beneficiário final.
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Isso indica que o sistema não se destaca negativamente em comparação com outras ferramentas bancárias.
Coimbra também observa que, em uma infraestrutura digital e rápida como a do Pix, falhas de controle podem se propagar mais rapidamente do que em outros meios de pagamento. Cristiano Roveda, sócio-fundador do escritório Roveda & Marcelino e especialista em Direito Societário e Governança Corporativa, destaca a ampla adoção do sistema no cotidiano brasileiro.
Ele menciona que, apesar da versatilidade do Pix, essa mesma característica pode gerar desconfiança por parte do governo dos EUA.
Pressão Adicional sobre o Sistema Financeiro
Com a nova classificação das organizações criminosas, o SFN (Sistema Financeiro Nacional) enfrenta uma pressão crescente para implementar mecanismos de controle e segurança, conforme afirma a advogada especialista em comércio internacional Vera Kanas.
Ela enfatiza que essa medida deverá levar as instituições financeiras a se adaptarem e buscarem formas de implementar controles adicionais em seus sistemas, incluindo o Pix.
“Os bancos precisarão se ajustar, e isso será um ajuste significativo diante dessa nova pressão que não existia anteriormente. Novos parâmetros de compliance serão estabelecidos, muito mais rigorosos do que os atuais”, afirma Kanas. Coimbra complementa que, embora a classificação não traga prejuízos imediatos, ela eleva as exigências sobre instituições e mecanismos brasileiros. “A régua de escrutínio aumenta.
Controles que antes eram considerados suficientes podem precisar ser reavaliados diante de uma nova percepção de risco externo”, conclui o especialista. Roveda também observa que o Brasil e suas empresas estarão sujeitos a medidas de compliance mais rigorosas do que as que enfrentavam anteriormente.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



