EUA anunciam “Dia D econômico” contra o Irã, mas revelam poucos detalhes sobre a ofensiva financeira

EUA intensificam pressão sobre o Irã, buscando isolar o país economicamente e forçar um retorno às negociações nucleares.

Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent

No último domingo, 23 de janeiro de 2026, o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, fez um alerta sobre um iminente “Dia D econômico” para o Irã. Em um artigo de opinião publicado na imprensa, ele destacou que os Estados Unidos estão se preparando para implementar a maior ofensiva financeira já registrada contra o país.

Bessent não forneceu muitos detalhes sobre as medidas específicas que serão adotadas, mas deixou claro que Washington busca pressionar Teerã a retornar às negociações.

“Ao amanhecer, começa um Dia D econômico— a maior ofensiva financeira já mobilizada contra um adversário”, declarou Bessent em seu texto. Ele enfatizou que o objetivo dos EUA é cortar todas as fontes que sustentam o regime iraniano, até que Teerã fique completamente isolado no cenário internacional.

Este posicionamento reflete uma estratégia clara da administração americana em relação ao Irã, especialmente após tensões recentes nas relações entre os dois países.

O contexto das ameaças

As declarações de Bessent ecoam as ameaças feitas pelo presidente Donald Trump na semana anterior, quando ele também mencionou a possibilidade de um “Dia D econômico” para o Irã. Trump prometeu impor sanções severas a todos os países que mantiverem relações comerciais com Teerã.

Essas medidas são vistas como parte de uma estratégia abrangente para conter o programa nuclear iraniano e suas atividades militares na região.

“Os facilitadores do Irã compram e transportam seu petróleo”, denunciou Bessent em seu artigo. Ele destacou que esses países fazem vista grossa para as transferências de combustível realizadas em alto – mar e para as operações ilícitas envolvendo bancos iranianos.

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Segundo ele, esse comportamento demonstra uma conivência preocupante com as ações do regime iraniano, enquanto tenta ocultar a extensão dessa cumplicidade internacional.

O secretário ainda alertou os países que colaboram com o Irã: “Esses países calculam que apaziguar o regime é o caminho mais seguro. Mas fariam bem em considerar as consequências de sustentá – lo”. Essa afirmação sugere uma advertência clara sobre os riscos envolvidos em manter relações comerciais com Teerã diante da crescente pressão dos Estados Unidos.

Possíveis repercussões e resposta do governo americano

Bessent também fez questão de enfatizar que qualquer ataque ou agressão por parte do Irã será respondido rapidamente pelos Estados Unidos. “Se o Irã atacar os interesses dos EUA ou de seus aliados, Trump responderia de forma rápida e decisiva”, afirmou.

Isso indica uma postura firme da administração americana em não tolerar provocação por parte do regime iraniano.

A abordagem agressiva dos EUA em relação ao Irã não é uma novidade; no entanto, a intensidade das ameaças atuais pode indicar um aumento nas tensões geopolíticas na região do Oriente Médio. Os efeitos dessas políticas podem ser sentidos não apenas no comércio internacional, mas também nas dinâmicas políticas internas dentro do próprio Irã.

Com essas declarações contundentes, Scott Bessent sinaliza que os Estados Unidos estão determinados a intensificar sua pressão sobre o regime iraniano e garantir que suas ações sejam percebidas como uma ameaça real por potências globais e regionais.

O desdobramento dessa situação deve ser acompanhado atentamente pelas comunidades internacionais e econômicas nos próximos meses.