Trump afirma que não orientou Bessent a intervir no mercado de títulos dos EUA

Na última sexta – feira (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não deu instruções ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, para intervir no mercado de títulos. Segundo Trump, Bessent agiu de forma independente, baseando – se em sua própria interpretação das questões envolvidas.
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O comentário veio após Bessent ter declarado na quinta – feira (20) que o governo poderia aumentar significativamente suas recompras de títulos, dobrando o valor inicialmente esperado.
Questionado por repórteres se havia orientado a intervenção no mercado de títulos, Trump respondeu: “Não, de forma alguma”. Ele elogiou a capacidade de Bessent, destacando que o secretário é “um homem muito capaz” e que tomou a decisão por vontade própria. “Ele queria fazer isso.
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Ele é muito bom nisso”, completou. Bessent possui um histórico como ex – gestor de fundos de hedge e tem ampla experiência nos mercados de dívida soberana e câmbio.
Aumento nas recompras de títulos
A decisão do governo de dobrar as recompras ocorreu após um anúncio surpresa na quarta – feira (19). O movimento teve como objetivo reequilibrar os mercados diante das crescentes preocupações com a dívida pública dos Estados Unidos e a inflação persistente acima da meta estabelecida pelo Federal Reserve (Fed.
As recentes movimentações nos rendimentos dos títulos refletiram essa ansiedade do mercado frente à situação econômica.
No entanto, na sexta – feira, as quedas nos rendimentos dos títulos provocadas pela intervenção anunciada por Bessent já haviam sido em grande parte revertidas. Os rendimentos dos títulos do Tesouro de longo prazo subiram novamente, evidenciando a volatilidade e incerteza que permeiam o cenário financeiro atual.
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Preocupações econômicas persistentes
A elevação nos rendimentos dos títulos é uma resposta direta às preocupações com o aumento contínuo da dívida do governo americano. Investidores estão atentos à inflação teimosa que permanece acima da meta de 2% definida pelo Fed, o que levanta dúvidas sobre os fluxos futuros de investimento.
Essa dinâmica tem gerado um ambiente desafiador para a política monetária e fiscal do país.
A situação ressalta a complexidade das decisões tomadas pelo Tesouro e os impactos que essas ações podem ter nos mercados financeiros. A relação entre a política fiscal e monetária continua sendo um tema central nas discussões econômicas nos Estados Unidos.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



